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22/04/2018

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Com finanças abaladas, Estados deixam de investir R$23 bilhões

22/04/2018

Obras paradas, incompletas e atrasadas. É o que se vê por aí.

Na Bahia, o governo conseguiu manter o nível de investimento, mas ainda faltam recursos para obras de menor porte, sobretudo no interior do estado.

Por Flávia Lima, Daniel Camargo e João Pedro Pitomb

Em delicada situação fiscal provocada pela forte recessão e pelo alto endividamento turbinado por grandes eventos públicos, os estados seguiram os tristes passos do governo federal e cortaram quase R$ 23 bilhões em investimentos em 2017 na comparação com o teto de 2014.

Os dados constam de relatório da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado.

É quase como se tudo o que é gasto com o programa Bolsa Família em um ano fosse retirado da economia, com estragos igualmente relevantes, porém ainda mais espalhados.

A recessão econômica a partir de meados de 2014 atingiu fortemente a arrecadação de tributos de União, estados e municípios, interrompendo uma trajetória de elevação dos gastos que começou logo depois da crise de 2008.

Sem autonomia legal para mexer em despesas fixas e onerosas, como a folha de pagamento, puniu-se o investimento. Mas, como esse item é considerado crucial para a recuperação da economia, a sua queda acaba colocando em xeque o já lento processo de retomada.

No caso específico dos estados, reduzir investimentos significa postergar projetos de construção de escolas e hospitais e provisão de equipamentos, além de paralisar obras como pontes e rodovias.

Das áreas sociais, a segurança pública é a mais atingida, agravando o quadro atual de vulnerabilidade. Em Minas Gerais há quase 1.200 obras paradas, e o Rio de Janeiro sofre com o menor nível de investimento da década.

“Cortar investimentos é uma espécie de suicídio dos estados, que ficarão ainda menores nos próximos anos”, afirma José Roberto Afonso, pesquisador do Ibre-FGV e professor do IDP (Instituto de Direito Público). “O investimento de hoje dita o tamanho do estado no futuro.”

Em maior ou menor intensidade, o estrago foi generalizado e atingiu 25 das 27 unidades da Federação. A tesoura pesou especialmente em cinco estados, três deles da região Sudeste. As exceções foram Paraná e Rondônia.

Sem surpresas, o Rio de Janeiro puxou a fila. Após um período de fortes gastos alimentados por receitas com o petróleo e empréstimos autorizados pelo governo federal, o estado praticamente parou em 2017.

Ao longo de todo o ano passado, os investimentos somaram apenas R$ 987 milhões, ou R$ 6,6 bilhões abaixo do registrado em 2014.

Desde então, os investimentos no Rio caíram em média 52,7% ao ano, descontada a inflação. O estado em situação mais frágil foi seguido pelo Acre (-40,4%), Espírito Santo (-39,1%), Amazonas (-36,8%) e Minas Gerais (-34,5%).

Na outra ponta, aparecem o Paraná, com uma taxa de crescimento robusta para o momento, de 16,1% entre 2014 e 2017, e Rondônia, com alta de 0,8% dos investimentos no período. Além disso, dois estados do Nordeste e outro do Sul conseguiram barrar quedas muito fortes da rubrica.

No caso do Rio Grande do Norte, o investimento encerrou o período de ajuste praticamente estável, segundo dados da IFI.

MINAS GERAIS

A falta de dinheiro para investimento afeta a vida dos mineiros. Relatório inédito do TCE (Tribunal de Contas do Estado) identificou 1.188 obras paralisadas atualmente em Minas Gerais.

Desse total, 438 (37%) esperam recursos estaduais -em parceria com as prefeituras- para a conclusão. Outras 24 são de responsabilidade exclusiva do governo mineiro.

Em Mateus Leme, distante 65 quilômetros de Belo Horizonte, a construção da UBS (Unidade Básica de Saúde) no bairro Nossa Senhora do Rosário foi iniciada em 2012 e está paralisada, com 36% da obra realizada.

“Está tudo abandonado. O local virou ponto para usuários de drogas”, diz o comerciante Ronaldo Nunes de Morais, morador do bairro.

A outra unidade de saúde do bairro, segundo Morais, é insuficiente para atender os moradores da região.

Ele recorda de quando acompanhou o primo até o local, durante uma crise alérgica. Procuraram o equipamento de saúde, mas não conseguiram atendimento. “Tivemos de ir para a UPA [Unidade de Pronto-Atendimento], distante daqui”, recorda.

O valor total da obra é de R$ 1,2 milhão. A Secretaria da Saúde do governo mineiro informa que já fez dois repasses, que somados totalizam R$ 790 mil.

“O restante ainda não foi transferido ao município, em razão da indisponibilidade financeira do estado”, afirma a pasta, em nota.

A Secretaria de Saúde destaca ainda o déficit e a situação de calamidade financeira, decretada em dezembro de 2016 pelo governador Fernando Pimentel (PT).

“Diante disso, estamos nos esforçando para honrar os compromissos pactuados, manter nossas ações e dar os melhores encaminhamentos possíveis, ante o contexto mencionado”, informa.

Entre as obras paralisadas estão estradas, pontes, calçamento, quadras esportivas, campos de futebol, escolas e creches.

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Internacional continua sua caminhada de cai ali, cai aqui.

22/04/2018

Tem razão o fanático gremista Cerilo Cremonese. O Internacional está jogando uma bolinha bem pequena, rumo a mais um estágio na segunda divisão do futebol brasileiro. Depois de derrotar o Bahia por 2×0 no Beira Rio, hoje não resistiu ao Palmeiras, perdendo pelo escore mínimo. Isso depois de ser desclassificado no meio da semana pelo fraco Vitória na Copa do Brasil.

Jogadores caros, sem entusiasmo, adquiridos por uma diretoria que só pensa em ganhar algum nas negociações. Trinta e oito anos sem ganhar um campeonato brasileiro, o Internacional, tri-campeão na década de 70, está sumindo no meio das mediocridades esportivas do País.

Dá saudades do famoso Abílio, o treinador dos juvenis que nas décadas de 60 e 70 formava um “celeiro de craques” para o colorado gaúcho, entre eles, Caçapava, Carpegiani, Falcão, Bráulio, Mauro Pastor e o excepcional Batista, alguns deles integrantes da seleção de 1982, que disputou o Mundial na Espanha. Agora, só aparecem mercenários, de todos os matizes, no Inter, ávidos de uma graninha, sem sentimento, sem garra, sem coração vermelho.

Nós, os colorados, estamos cada vez mais vivendo de lembranças, como o Mundial e duas Libertadores na primeira década deste século.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 0 INTERNACIONAL

Data: 22 de abril de 2018, domingo
Local: Estádio do Pacaembu
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Assistentes: Michael Correia e Silbert Faria Sisquim
Público: 23.236 pagantes (25.504 no total)
Renda: R$ 717.950,00

Cartões amarelos: Bruno Henrique (PALMEIRAS); Iago (INTERNACIONAL)

GOL
PALMEIRAS: Dudu, aos 39 minutos do primeiro tempo

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Keno e Dudu (Willian); Borja (Deyverson)
Técnico: Roger Machado

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Edenílson, Cuesta, Klaus e Iago; Rodrigo Dourado e Gabriel Dias (Fabinho); Camilo (D’Alessandro) e Patrik; Willian Pottker e Nico López (Leandro Damião)
Técnico: Odair Hellmann

O Grêmio joga agora as 19 horas com o Atlético Paranaense, em Porto Alegre. E Sport joga amanhã, em Recife, com o Botafogo.

Campanha nacional de vacinação contra a gripe começa nesta segunda

22/04/2018

Marcello Casal Jr/AgenciaBrasil

A 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa amanhã (23) e segue até 1º de junho.

Fazem parte do grupo prioritário da vacina idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Barreiras: lá está um corpo no chão na rua barrenta do arrabalde

22/04/2018
Um homem, de prenome Vamberto, foi morto a tiros na manhã deste domingo, 22, por volta das 10h, na Rua Abromélia, na Vila dos Funcionários, em Barreiras. 
Dois indivíduos  a bordo de um veículo Fiat Uno, teriam passado pelo local e atirado duas vezes contra o homem de 39 anos.
Uma equipe do SAMU chegou a ir no local, mas só pôde mesmo constatar o óbito. Policiais Militares da 84 CIPM registraram o homicídio e guardaram o local em segurança até a chegada da Polícia Técnica que fez a perícia e a remoção do corpo foi para o DPT.
A Polícia Civil esteve no local e já iniciou as investigações para chegar a autoria do crime.

Amarildo vê o tucanato dividido

22/04/2018

A quarta parte do mundo, descoberta num dia como hoje

22/04/2018

Um jornalista, Pero Vaz de Caminha, descreve os eventos acontecidos há exatos 518 atrás. Se na época ele tivesse um smartphone ou uma simples câmera fotográfica rolleiflex talvez tivéssemos hoje um material mais completo. Mas essa carta de Caminha – aqui está reproduzido somente uma parte – foi muito completa, a ponto de ser o documento mãe do nascimento de uma Nova Nação e de um novo continente, a quarta parte do mundo, talvez a mais generosa da Terra, em florestas, águas, minérios e gentes. Veja a missiva:

Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que — para o bem contar e falar — o saiba pior que todos fazer.

Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para aformosear nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu.

Da marinhagem e singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza, porque o não saberei fazer, e os pilotos devem ter esse cuidado. Portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo:

A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês, entre as oito e nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã- Canária, e ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da ilha de S. Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto.

Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com sua nau, sem haver tempo forte nem contrário para que tal acontecesse. Fez o capitão suas diligências para o achar, a uma e outra parte, mas não apareceu mais!

E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de 660 ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam, topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam fura-buxos.

(Photo credit should read /AFP/Getty Images)

Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome – o Monte Pascoal e à terra – a Terra da Vera Cruz.

Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças — ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos.

Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro.

Então lançamos fora os batéis e esquifes, e vieram logo todos os capitães das naus a esta nau do Capitão-mor, onde falaram entre si.

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