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Moro explica no Senado aquilo que não pode ser explicado

19/06/2019

Oziel agora é o Rei de Luís Eduardo Magalhães?

19/06/2019

Almerinda, assustada com o poder absoluto de Oziel, primeiro e único.

Madame Almerinda, a passionária de direita, pitonisa diletante e ativista política, me chama no aplicativo Telegram com uma mensagem de voz. Sim, agora é moda, depois que toda a República conspira pelas ondas binárias do Telegram.

– Me diga, caro periodista, entendeu a sessão ordinária – e bota ordinária nisso – da Câmara do LEM no dia de ontem?

– Sim, entendi, dentro das minhas modestas possibilidades intelectuais, Madame. O Prefeito tem nove vereadores na sua base política e com isso manda e desmanda na Câmara.

– Quer dizer que agora ele pode aplicar onde quiser o dinheiro dos cofres públicos?

– Pode, Madame. Assim é a democracia. O povo elegeu esses nove vereadores e agora eles concederam ao Prefeito o poder absoluto. Oziel é de fato o Soberano das Terras onde o sol pousa a sua grandeza e o fruto da terra germina, como canta nosso hino.

– Mas pode uma coisa dessas, jornalista?

– Pode, Madame. Se Oziel tivesse estudado francês, ontem ele estaria gritando a plenos pulmões: “L’etat c’est moi”, como Luís XIV, o representante máximo do absolutismo francês. Ele era conhecido como o Rei Sol.

– Conheço um pouco de história também, meu caro periodista. E essa história de Rei Sol não termina bem. Acabaram todos os absolutistas com a cabeça separada do corpo no final do mesmo século. Em 4 de outubro do próximo ano pode acontecer o mesmo no LEM. Dezenas de cabeças vão ser amontoadas num balaio grande.

– Deixe de ser trágica, Madame. O povo nem entende essa história de remanejamento de verbas. Só sabe cantar “ei, ei, ei, Oziel é nosso Rei”.

Bolsonaro lamenta rejeição no Senado e apela à Câmara pelo porte de armas

19/06/2019

REUTERS/Paulo Whitaker

Parece notícia de louco, mas o presidente Bolsonaro está profundamente indignado com a derrota no Senado – por votação expressiva – do projeto de porte de armas a diversas categorias, mesmo depois de afirmar que povo armado evita golpes na democracia.

O presidente Jair Bolsonaro lamentou na noite de terça-feira a decisão do Senado de derrubar o decreto editado por ele para flexibilizar as regras de posse e porte de armas, e pediu que a Câmara salve a medida que foi uma das suas principais bandeiras de campanha.

“Por 47 a 28, o Senado derrota nosso Decreto sobre CACs e Posse de Armas de Fogo. Esperamos que a Câmara não siga o Senado, mantendo a validade do nosso Decreto, respeitando o Referendo de 2005 e o legítimo direito à defesa”, disse Bolsonaro em publicação no Twitter.

A sigla CAC refere-se às categorias Caçador, Atirador, Colecionador de armas.

“Quem deixa de ter acesso a armas de fogo com leis de desarmamento, o cidadão que quer apenas se proteger ou o criminoso, que, por definição, não segue as leis? O direito à legítima defesa não pode continuar sendo violado! Nem todo mundo possui condição de ter seguranças armados”, acrescentou.

Os senadores decidiram por 47 votos a favor e 28 contrários aprovar projeto que susta o polêmico decreto, e a matéria vai agora para a Câmara dos Deputados. [nE6N22C05L]

O governo trabalhou pela manutenção dos efeitos do decreto, que ganhou holofotes nos últimos dias. Desde o fim de semana, Bolsonaro tem utilizado seu perfil do Twitter e dado várias declarações a favor do decreto.

Por Pedro Fonseca da Reuters, editado por O Expresso.

Ex-agente da CIA diz que torres gêmeas de Nova Iorque foram implodidas

19/06/2019


O polêmico John Lear, filho de Bill Lear (inventor do Learjet – jato executivos de alta performance) deu uma entrevista explosiva em um canal de TV norte americano.

John conta que era ‘fisicamente impossível’ que aeronaves Boeing 767 tivessem atingido as Torres gêmeas em no 11 de setembro.


EUA tem técnica avançada de hologramas

“Eram pilotos amadores” disse John.

“Nenhum Boeing 767 atingiu as torres gêmeas. Foi tudo foi uma forma fraudulenta alegada pelo governo, mídia e seus comparsas.

Os prédios foram implodidos!

Um Boeing 767 não pode atingir uma velocidade de 540 mph a 1000 pés acima do nível do mar.

Nenhuma parte significativa do Boeing 767 ou do motor poderia ter penetrado as colunas de aço de 14 polegadas e 37 pés do núcleo maciço da torre, sem que parte caísse no chão.

Os restos do acidente deveriam conter partes maciças do Boeing 767, incluindo 3 núcleos do motor pesando aproximadamente 4 mil quilos cada um.

Não havia nenhuma evidência de qualquer um destes componentes estruturais dessas aeronaves no WTC.

O desaparecimento completo de um Boeing 767 é impossível! “

Por que nós vimos os aviões na TV?

John alega que foram usados hologramas e diz que o governo tem a tecnologia capaz para realizar tal façanha.

O depoimento do executivo, realizado em 28 de janeiro de 2014, é parte de um processo judicial que está sendo investigado por Morgan Reynolds no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, Southern District, NY.

Morgan Reynolds, ex-economista-chefe do governo Bush, entrou com um pedido de correção no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos a respeito de sua crença de que nenhum avião atingiu os prédios.

O capitão John Lear, de 65 anos de idade, aposentado e ex-piloto da CIA, é membro do site Pilotsfor911truth.org, um grupo de pilotos profissionais que alegam que o governo americano está mentindo sobre o que aconteceu naquele dia fatídico.

Apesar de seus argumentos e de fornecer evidências para refutar as reivindicações do governo, ele foi ignorado pela mídia e pelas autoridades do governo.

Derrocada da Odebrecht ilustra erros da Lava Jato

19/06/2019

Atuação da Lava Jato não procurou preservar a empresa

Aquela que foi a maior empreiteira brasileira entrou com pedido de recuperação judicial na última segunda-feira (17) – NR: pedido aceito nesta terça (18) pela Justiça de São Paulo.

As dívidas do grupo Odebrecht somam R$ 98,5 bilhões. O total devido inclui R$ 33 bilhões em dívidas entre companhias do grupo e R$ 14,5 bilhões extraconcursais. Portanto, sobram R$ 65 bilhões que podem ser alvo de execuções.

A empreiteira tem hoje 48 mil empregados. No auge, em 2014, chegou a 276 mil funcionários. Nesta época, as relações criminosas com o Governo Federal foram abatidas pela Operação Lava Jato, que levou à prisão o presidente Marcelo Odebrecht.

A atuação da Lava Jato não procurou preservar a empresa. Em outros países, especialmente diante de companhias de atuação fundamental para a economia, separa-se os dirigentes, que cometeram atos ilegais, da pessoa jurídica. Isto não ocorreu aqui.

Atingida pela perda de contratos e de credibilidade, a Odebrecht foi fulminada pela crise na economia que se instalou desde 2015.

A empreiteira atribui o resultado à “crise econômica que frustrou muitos dos planos de investimentos feitos pela ODB, ao impacto reputacional pelos erros cometidos e à dificuldade pela qual empresas que colaboram com a Justiça passam para voltar a receber novos créditos e a ter seus serviços contratados”.

Os maiores credores são BNDES, Banco do Brasil e Caixa, que vinha executando empresas do grupo.

Os bancos privados Bradesco, Itaú e Santander têm suas dívidas garantidas por ações da petroquímica Braskem, que ficou fora da recuperação. São as chamadas dívidas extraconcursais, que têm garantias específicas e somam cerca de R$ 14,5 bilhões.

Além da Braskem, ficaram de fora do pedido a empreiteira OEC, a Ocyan, a incorporadora OR, a Odebrecht Transport, o estaleiro Enseada, assim como alguns ativos operacionais na América Latina e suas respectivas subsidiárias. A Atvos Agroindustrial havia pedido recuperação judicial no mês passado.

FonteMonitor Mercantil

Hoje é dia de novas ofertas no Grupo Marabá

19/06/2019




 

O teatrinho dos procuradores e do juiz da Lava Jato frente ao tucanato

18/06/2019

Lava Jato fingiu investigar FHC apenas para criar percepção pública de ‘imparcialidade’, mas Moro repreendeu: ‘Melindra alguém cujo apoio é importante’

Moro: sorridente e festivo entre os tucanos apoiadores, pronto para retirar os petistas do poder e da trajetória eleitoral

Do The Intercept Brasil

Um trecho do chat privado entre Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol revela que o ex-juiz discordou de investigações sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na Lava Jato porque, nas palavras dele, não queria “melindrar alguém cujo apoio é importante”. O diálogo ocorreu em 13 de abril de 2017, um dia depois do Jornal Nacional ter veiculado uma reportagema respeito de suspeitas contra o tucano.

Naquele dia, Moro chamou Deltan Dallagnol em um chat privado no Telegram para falar sobre o assunto. O juiz dos processos da Lava Jato em Curitiba queria saber se as suspeitas contra o ex-presidente eram “sérias”. O procurador respondeu acreditar que a força-tarefa – por meio de seu braço em Brasília – propositalmente não considerou a prescrição do caso de FHC e o enviou ao Ministério Público Federal de São Paulo, segundo ele, “talvez para [o MPF] passar recado de imparcialidade”.

À época, a Lava Jato vinha sofrendo uma série de ataques, sobretudo de petistas e outros grupos de esquerda, que a acusavam de ser seletiva e de poupar políticos do PSDB. As discussões haviam sido inflamadas meses antes, quando o então juiz Moro aparecera sorrindo em um evento público ao lado de Aécio Neves e Michel Temer, apesar das acusações pendentes de corrupção contra ambos.

Moro – 09:07:39 – Tem alguma coisa mesmo seria do FHC? O que vi na TV pareceu muito fraco?
Moro – 09:08:18 – Caixa 2 de 96?
Dallagnol – 10:50:42 – Em pp sim, o que tem é mto fraco
Moro – 11:35:19 – Não estaria mais do que prescrito?
Dallagnol – 13:26:42 – Foi enviado pra SP sem se analisar prescrição
Dallagnol – 13:27:27 – Suponho que de propósito. Talvez para passar recado de imparcialidade
Moro – 13:52:51 – Ah, não sei. Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante

FHC foi citado na Lava Jato pelo menos nove vezes (1234 e 5678 e 9). Caso fossem investigados e comprovados, nem todos os possíveis crimes cometidos pelo ex-presidente estariam prescritos.

Naquele dia, antes de responder a Moro, Dallagnol encaminhou a dúvida do juiz para um chat em grupo chamado Conexão Bsb-CWB, no qual estavam procuradores das duas cidades. Foi de Brasília, onde o caso tramitava, que ele recebeu a resposta de que a documentação foi encaminhada a São Paulo sem a análise sobre a prescrição.

Dallagnol – 11:42:54 – Caros o fato do FHC é só caixa 2 de 96? Não tá prescrito? Teve inquérito? Sérgio Bruno Cabral Fernandes – 11:51:25 – Mandado pra SP
Sérgio Bruno Cabral Fernandes –11:51:44 – Não analisamos prescrição
Dallagnol – 13:26:11 – 👍👍😉

A acusação que Dallagnol classificou como “recado de imparcialidade” já era de conhecimento interno do Ministério Público desde o final de 2016, graças à delação de Emílio Odebrecht, que afirmou que deu “ajuda de campanha” a FHC para as eleições vitoriosas de 1994 e 1998. “Ajuda de campanha eu sempre dei a todos eles. E a ele também dei. E com certeza teve a ajuda de caixa oficial e não oficial”, afirmou o empresário, falando sobre caixa dois. “[E]u dava e dizia que era para atender mesmo. Então vai fulano de tal lhe procurar, como eu dizia também para Marcelo, e eles então operacionalizavam. Ele me pediu. Todos eles.” O valor dos pagamentos não foi divulgado.

O depoimento permaneceu em segredo de justiça até abril de 2017, quando foi enviado para ser investigado pela Procuradoria da República de São Paulo e virou notícia. Mas já nasceu morto: os fatos estavam prescritos, e a investigação não poderia terminar em uma denúncia formal. Foi arquivada pela Justiça três meses depois.

Essas revelações sugerem mais uma vez a parcialidade na Lava Jato, que tanto Moro quanto a força-tarefa negam veementemente. Na nota oficial divulgada pela força-tarefa em resposta à primeira série de reportagens do Intercept no último domingo, por exemplo, eles insistiram que seu trabalho sempre foi movido pela “imparcialidade da atuação da Justiça”. Em entrevista ao Estadão na semana passada, o ministro Moro disse que não via “[n]enhum viés político nas mensagens que me foram atribuídas.”

Mas, aqui, Moro estava explicitamente preocupado com investigações da Lava Jato contra um apoiador político de seu trabalho. E Dallagnol admitiu acreditar que outros procuradores da força-tarefa passaram adiante uma investigação que sabidamente não resultaria em processo, a fim de fabricar uma falsa percepção pública de “imparcialidade”, sem, no entanto, colocar FHC em risco.

As conversas agora reveladas fazem parte de um lote de arquivos secretosenviados ao Intercept por uma fonte anônima (leia nosso editorial e entenda). Os arquivos publicados até agora mostram, entre outras coisas, que a Lava Jato sempre teve muita preocupação com sua imagem pública, e seguia conselhos informais do então juiz Moro, o que é ilegal.

‘Porra bomba isso’

Para os procuradores, era importante incluir o PSDB no rol de investigados para acalmar o ânimo dos críticos. Eles já falavam sobre isso muito antes de Moro alertar Dallagnol sobre evitar “melindrar” FHC.

Em uma conversa no dia 17 de novembro de 2015, o procurador Roberson Pozzobon mandou uma sugestão em um grupo do Telegram chamado FT MPF Curitiba 2: investigar, num mesmo procedimento, pagamentos da Odebrecht aos institutos de Lula e FHC. “Assim ninguém poderia indevidamente criticar nossa atuação como se tivesse vies partidário”, justificou Pozzobon. “A da LILS [empresa que agencia as palestras de Lula] vocês já sabem os indícios para a investigação, mas vejam essa fratura expostas da Fundação iFHC”, disse ao grupo. Nesse caso – diferentemente daquele que virou notícia na imprensa sobre caixa 2 nos anos 1990 –, os pagamentos ao iFHC aos quais Pozzobon se referia não estariam prescritos, caso fossem propina.

Depois de comentar sobre o instituto de FHC, Pozzobon postou duas imagens no grupo.

A primeira é uma troca de e-mails de 2014 entre a secretária de FHC e dois interlocutores: um representante da Associação Petroquímica e Química da Argentina, a Apla, identificado como Manuel Diaz, e um empresário do ramo cultural, Pedro Longhi. A secretária fala para verificarem com a Braskem – empresa do ramo petroquímico controlada pela Odebrecht – qual a “melhor maneira para [a empresa] fazer a doação [para o iFHC]”.

Veja a matéria na íntegra, clicando aqui