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A grande farsa que prepara um grande golpe em 2022.

05/12/2021

Weintraub chama Marechal Deodoro de “traidor” e provoca indignação no Exército - Hora do Povo

No Brasil, os golpes políticos fazem parte de movimentos uniformes de pulsos variados, no entanto quase constantes, ao longo da história. Em 15 de novembro de 1889, as oligarquias tiraram o Marechal Deodoro da Fonseca, monarquista, da cama, onde se encontrava adoentado, para golpear seu amigo Dom Pedro II e instaurar uma república, onde mulheres e pobres não votavam.

Em 1930, Getúlio chefiou outro golpe. Em 1945 e 1954 foi golpeado. Em 1963 implantaram um regime parlamentarista, para evitar a assunção do vice-presidente João Goulart, vice de Jânio Quadros.

Em 1º de abril de 1964 o golpe foi completo: cassaram parlamentares e magistrados, além do Presidente e governadores, eliminaram as eleições e entronizaram um militar no poder.

Em 2016, parlamento, ministros da Suprema Corte e até juízes de piso, entre eles o fanhoso de sorriso alvar de Curitiba, uniram-se para derrubar uma Presidente constitucionalmente eleita. Cerca de 6.000 militares ganharam cargos nos governos fantoches subsequentes.

Agora, com as pesquisas indicando uma vitória avassaladora de um democrata no primeiro turno de 2022, prepara-se um novo golpe.

Os parlamentares, sustentados a peso de ouro com recursos públicos, preparam uma embolada política, quando reafirma-se que a história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa.

A proposta de adoção do semipresidencialismo no Brasil já tem caminho e ritmo de tramitação definidos na Câmara dos Deputados. A transferência de parte do poder do Executivo para o Parlamento ganhou uma fórmula que pretende evitar as acusações de “casuísmo” e “golpe”, a fim permitir a votação em 2022. Ela foi definida em reunião de líderes partidários com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e o autor da proposta, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Para mudar a forma como os brasileiros são governados, criando o cargo de primeiro-ministro e um conselho de ministro nomeados pelo presidente, os parlamentares decidiram adotar um modelo de tramitação parecido com o usado para aprovar a cláusula de barreira para o Congresso, deixando os efeitos da adoção da medida para as futuras legislaturas.

A ideia é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do semipresidencialismo seja analisada e votada em 2022. Caso aprovada, o novo sistema de governo seria adotado somente em 2030. O encontro entre Moreira, Lira e os líderes, aconteceu na terça-feira passada. Eles esperam que as mudanças acertadas desinterditem o debate sobre o assunto e afastem as resistências dos pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas para a disputa presidencial de 2022, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Sérgio Moro (Podemos).

No Brasil, enquanto o sangue não correr nas sarjetas, continuar-se-á a perpetrar golpes à democracia, pelas mesmas razões que levaram Deodoro, tonto e cambaleante, com o pijama sob a farda, à frente do Palácio para decretar o primeiro grande golpe.

2 Comentários leave one →
  1. Joao permalink
    05/12/2021 18:37

    Texto primoroso

  2. jose de oliveira permalink
    06/12/2021 17:16

    Que o Mestre Jesus tenha pena do Brasil

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