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Temporada de chuvas começa normal, mas “La Niña” pode prejudicar sudeste e Centro Oeste.

25/10/2021

Centro-Oeste terá mais chuva forte na primeira quinzena de abril |  Climatempo

Do Notícias Agrícolas, editado com informações locais.

Na semana passada, a Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) divulgou 87% de uma nova atuação do La Niña entre dezembro e fevereiro de 2022. Em entrevista ao Notícias Agrícolas, Luiz Carlos Molion descartou a previsão de um La Niña com características clássicas, mas confirmou o resfriamento do Pacífico. + Em atualização divulgada nesta 5ª, NOAA confirma 87% de chance de La Niña entre dezembro e fevereiro

“Esse resfriamento que está aí não é um La Niña clássico. Teríamos que ter um sistema de alta pressão atmosférica ao longo da costa oeste da América do Sul e os ventos estarem mais fortes, porque aí vão tirar água da costa e jogar para o interior do Pacífico e por continuidade a água fria profunda aflora até a superfície fazendo com que as temperaturas próximo da costa fiquem mais frias que o normal. Nesse fenômeno que está ocorrendo agora nós não estamos vendo isso”, explica.

Molion destaca que é importante que o produtor esteja atento com as condições climáticas, sem contar com excesso de chuvas nas regiões Nordeste e Norte do Brasil, lembrando ainda que o Sul e Sudeste do Brasil são as áreas que mais vêm sofrendo com os impactos das condições climáticas dos últimos dez anos.

O Meteorologista explica ainda que as águas estão frias na região do Niño 3.4.

“Mas não é um La Niña clássico. O que vai afetar a distribuição de chuvas no Brasil é a circulação global da atmosfera, particularmente as ondas de Rossby, provocadas pela instabilidade do jato polar no inverno do Hemisfério Norte, e não a temperatura do Oceano Pacífico tropical”, afirma.

Até dezembro as previsões do climatologista indicam chuvas regulares nas regiões Norte e Nordeste, com possibilidade de redução entre 60mm e 100mm no acumulado do trimestre no leste do Pará e áreas do Tocantins. “Mas de maneira até excesso de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, no Sudeste principalmente na região das serras de Minas Gerais, o que é ótimo porque vai contribuir bem para o encher os reservatórios”, comenta.

Segundo Molion, o cenário pode começar a ficar preocupante a partir do ano que vem, principalmente no mês de março – que tem a previsão redução nos volumes de chuva. Goiás, Tocantins, boa parte do sul do Pará e Maranhão, norte e noroeste do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, oeste da Bahia e Minas Gerais podem ter uma redução entre 20% e 80% nos volumes de chuva.

Hoje na Região do Anel da Soja, entre Placas e Luís Eduardo, já se encontrava bastante soja germinado, com os cotilédones de fora. E a atividade de plantio é intensa. Os produtores estão aproveitando o bom nível de umidade do solo para antecipar o plantio de milho e soja. As últimas chuvas, com pancadas esparsas, de bom volume, com até 40 mm, e o calor proporcionam a germinação de sementes e plantas daninhas, o ideal para o serviço de dessecação.  

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