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Setores do Agronegócio se posicionam contra a desordem proposta pelo Presidente.

31/08/2021

28 de julho, Dia do Agricultor | Revista Campo & Negócios

Texto de Carla Araújo para o UOL.

Em manifesto, setores do agronegócio falam em temor de crise institucional.

Enquanto a Fiesp adiou a divulgação de um manifesto em defesa da democracia, sete entidades ligadas ao setor agroindustrial divulgaram nesta segunda-feira (30) uma manifestação em que destacam a preocupação com a crise institucional e reforçam a necessidade de um ambiente propício para os negócios, sem o risco de rupturas entre os poderes.

“Somos uma das maiores economias do planeta, um dos países mais importantes do mundo, sob qualquer aspecto, e não nos podemos apresentar à comunidade das Nações como uma sociedade permanentemente tensionada em crises intermináveis ou em risco de retrocessos e rupturas institucionais. O Brasil é muito maior e melhor do que a imagem que temos projetado ao mundo. Isto está nos custando caro e levará tempo para reverter’, diz o texto.

Setores do agronegócio foram associados à radicalização política. O presidente da Aprosoja Brasil (Associação dos Produtores de Soja), Antônio Galvan, chegou a depor na Polícia Federal. Ele é suspeito de financiar atos contra o STF (Supremo Tribunal Federal). Galvan negou as acusações. A Aprosoja não assina o documento em defesa da democracia divulgado nesta segunda.

O documento é assinado pela Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Abisolo (Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal), Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), Abrapalma (Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma), Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal) e Croplife Brasil.

O manifesto diz ainda que as entidades estão preocupadas com os atuais desafios à harmonia político-institucional e, como consequência, à estabilidade econômica e social em nosso país e cita indiretamente os movimentos do presidente Jair Bolsonaro de inflar os protestos de 7 de setembro.

“Somos responsáveis pela geração de milhões de empregos, por forte participação na balança comercial e como base arrecadatória expressiva de tributos públicos. Assim, em nome de nossos setores, cumprimos o dever de nos juntar a muitas outras vozes responsáveis, em chamamento a que nossas lideranças se mostrem à altura do Brasil e de sua História agora prestes a celebrar o bicentenário da Independência”, diz o texto.

As entidades afirmam também que o é preciso defender a Constituição e o Estado Direito e afirma que desde 1988 o Brasil vive um trajetória democrática, o que inclui a defesa do processo eleitoral.

“A Constituição de 1988 definiu o Estado Democrático de Direito no âmbito do qual escolhemos viver e construir o Brasil com que sonhamos. Mais de três décadas de trajetória democrática, não sem percalços ou frustrações, porém também repleta de conquistas e avanços dos quais podemos nos orgulhar. Mais de três décadas de liberdade e pluralismo, com alternância de poder em eleições legítimas e frequentes”.

No manifesto, as entidades ligadas ao campo dizem ainda que é preciso “paz e tranquilidade” para o desenvolvimento econômico e social do Brasil e defende um debate “respeitoso entre ideias que se antepõem, sem qualquer tipo de violência entre pessoas ou grupos”.

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