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Barreiras: 6 mortes e UTIs com demanda excedente acima de 20%. Em Luís Eduardo, situação não é melhor.

19/04/2021

Depois de enfrentar por mais de 20 dias, com medidas de isolamento tímidas, determinadas apenas pelo Governo do Estado e sem reconhecimento da necessidade de uma ação efetiva do Executivo Municipal, Barreiras enfrenta o agravamento da crise de Saúde prevista por médicos da linha de frente e órgãos de imprensa.

Mesmo vindo à imprensa, na sexta-feira, “pedir” cautela à população, o prefeito Zito Barbosa ficou devendo uma medida mais rígida no enfrentamento à infecção de grande parte da população.

Se quando as UTIs disponíveis se fixaram na ocupação de 100%, o Prefeito tivesse tido a coragem de estabelecer um lockdown absoluto, enfrentando comerciantes e negacionistas, hoje talvez o Município estaria voltando à normalidade.

É mentira do Presidente da República e dos negacionistas em geral que o isolamento absoluto traz danos irreparáveis à economia que não possam ser corrigidos com auxílio emergencial a autônomos, férias remuneradas a funcionários efetivos e compensação a comerciantes, através de renúncia fiscal ou mesmo financiamento das atividades perdidas. O toque de recolher prejudica igualmente o setor de alimentação e bares e não resolve a situação sanitária.

O prefeito Zito Barbosa, a exemplo do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, está apenas enfiando a cabeça na areia, como as avestruzes, esperando que a crise passe como uma chuva de verão.

Em Luís Eduardo Magalhães, só nesta segunda-feira, foram confirmados 111 casos de infectados, 25 internados e 179 exames aguardando confirmação.

Em Barreiras, perto de 100 pessoas estão internadas, 50 delas em UTI e mais de 600 casos ativos de infecção, incluindo aí, entre os internamentos, os pacientes graves da região.

Zito e Ondumar Borges Júnior sabiam, antecipadamente, que a crise de saúde do litoral baiano ia explodir no Oeste baiano logo após. Tinham que preparar o espírito da população; tinham que estabelecer um plano de lockdown antecipado; tinham que botar as respectivas guardas municipais, como forças auxiliares de segurança, na ajuda à repressão dos cidadãos desobedientes; tinham que testar, setorialmente, para uma amostragem estatística dos pontos mais críticos.

É da alçada de gestores municipais estabelecer o corte de comunicação rodoviária, em transporte coletivo com outros municípios vizinhos. Ou no mínimo estabelecer uma barreira sanitária com medição de temperatura e testes rápidos.

Agora, com o caos estabelecido, com dezenas de pessoas esperando por um internamento, com a falta de respiradores, com a falta de vacina e de ampla testagem da população, não adianta adotar a estratégia “barata voa” e apelar pelo bom senso da população.

Quando quiserem saber onde chegamos, vão aos hospitais, aos leitos clínicos e vejam quantos estão se debatendo por falta de uma UTI, de respiradores artificiais, onde possam receber tratamento intensivo.

Enquanto os pobres do SUS penam nos hospitais super-lotados, aqueles que tem posse seguem em UTI aérea para São Paulo. Vejam as imagens de um vôo diurno e outro que chegou agora há pouco a Luís Eduardo Magalhães.

 

One Comment leave one →
  1. Claudio permalink
    20/04/2021 2:45

    Enquanto isso uma associação muito respeitada aqui em LEM prepara os professores e alunos para a volta as aulas presenciais, detalhe, existe um decreto estadual proibindo aulas presenciais. Professores e alunos correndo risco, seria esse o melhor momento?

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