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Valorização de terras do Oeste proporciona grandes demandas na Justiça pela posse de áreas agrícolas.

03/12/2020

As terras invadidas.

Há pouco menos de quatro décadas, as terras do Oeste baiano valiam muito pouco. O preço de um maço de cigarro por uma hectare. Com a chegada de sulistas, que fizeram o milagre de produzir em terras de baixa fertilidade, péssima textura de solo (algumas com menos de 10% de argila). A seleção de novos cultivares de soja, a fartura de recursos para a correção dos solos e a topografia privilegiada favoreceram o desenvolvimento de um polo de produção agrícola que hoje ultrapassa os 5 milhões de toneladas de grãos e fibras e tem potencial para duplicar esse resultado em poucos anos.

Há menos de um ano o problema das terras da Coaceral, no extenso município de Formosa do Rio Preto, surgiu na imprensa, com o aparato policial, o Superior Tribunal de Justiça e o Conselho Nacional de Justiça desvendando uma grande quadrilha de grilagem de terras, no âmbito da Operação Faroeste, e levando à prisão advogados, juízes e desembargadores, em fato inédito.

Esta semana surgiu mais um novo caso, uma razoável parcela de terras, onde produtores rurais tradicionais estão envolvidos numa querela de terras em Formosa que certamente exigirá muito das autoridades judiciais.

O empresário, produtor agrícola e recém eleito vereador de Luís Eduardo Magalhães, Fábio Lauck, foi acusado, em matéria da imprensa local, de tomar pela força uma propriedade de na região conflitada de Formosa.

Fábio e Friedrich Norbert Kliewer, proprietários da área em questão, tem uma versão completamente antípoda dessa: segundo ele, em 15 de julho do corrente ano sua propriedade foi invadida, com o estabelecimento de uma base dos invasores, que iniciaram serviço de desmate e aração com objetivo de implantar uma lavoura. Fábio afirma que, dentro de seu direito constitucional, contratou uma empresa de segurança, com registro federal, para assegurar a posse da propriedade, depois de comunicar às autoridades policiais o esbulho possessório da área.

Ao comunicar o fato às autoridades policiais, o Empresário afirma, através de seus advogados, que o senhor Hermano Prais Alves Pinto, residente na cidade de Wanderley, é mesmo personagem que, por meio de um bando armado, invadiu um imóvel rural situado nas divisas dos municípios de Wanderley e Cristópolis, sob intensa proteção de uma autoridade policial e o mesmo, encorajado pela impunidade, também, é um dos 3 responsáveis pelo esbulho dos imóveis especificados.

Os empresários, Fábio e Friedrich, comunicaram o fato diretamente à 11ª Coordenação de Polícia do Interior, com o objetivo de instruir a competente ação na Justiça.

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