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China diz que Dudu Bananinha vai arcar com consequências de acusações de espionagem.

25/11/2020

Espere só a China fortalecer seus estoques de passagem de soja, milho e carnes. O agronegócio brasileiro vai pagar caro pela infantilidade de pessoinhas como Duda Bananinha. Falar besteiras sobre o principal parceiro comercial do País é insano e infantil.

A embaixada da China fez, nesta terça-feira, uma reclamação formal ao governo brasileiro contra uma publicação do presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Em mais uma briga com Pequim, o deputado, que é filho do presidente Jair Bolsonaro, acusou o Partido Comunista Chinês de espionagem, ao falar sobre a adesão do Brasil à chamada Clean Network (Rede Limpa), articulada pelos Estados Unidos junto a outros países e cujo objetivo é banir a Huawei dos serviços de tecnologia 5G.

“Na contracorrente da opinião pública brasileira, o deputado Eduardo Bolsonaro e algumas personalidades têm produzido uma série de declarações infames que, além de desrespeitarem os fatos da cooperação sino-brasileira e do mútuo benefício que ela propicia, solapam a atmosfera amistosa entre os dois países e prejudicam a imagem do Brasil”, diz um trecho de uma nota divulgada nesta terça-feira pela embaixada e que foi reproduzida em vários jornais, como o Globo.

“Instamos essas personalidades a deixar de seguir a retórica da extrema direita norte-americana, cessar as desinformações e calúnias sobre a China e a amizade sino-brasileira, e evitar ir longe demais no caminho equivocado, tendo em vista os interesses de ambos os povos e a tendência geral da parceria bilateral. Caso contrário, vão arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil”, advertiu o governo chinês.

Conforme antecipou o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, Eduardo apagou uma postagem em seu perfil no Twitter sobre a tecnologia 5G em que falava de “espionagem da China”. O tuíte foi publicado na noite de segunda-feira e apagado nesta tarde, logo após uma reunião de Jair Bolsonaro com Fabio Faria e conselheiros da Anatel, justamente sobre o 5G.

O parlamentar fez um fio de mensagens, na segunda-feira, dizendo que o governo do presidente Bolsonaro aderiu à Clean Network, lançada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que cria uma aliança global “para um 5G seguro, sem espionagem da China”.

O deputado apagou parte do que escreveu, mas manteve, por exemplo, um trecho em que diz que a empresa chinesa Huawei tem “comportamento perigoso”. Ele defendeu, mais uma vez, a iniciativa dos EUA de criar uma aliança internacional que discrimina a tecnologia da China.

“Tais declarações infundadas não são condignas com o cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Prestam-se a seguir os ditames dos EUA no uso abusivo do conceito de segurança nacional para caluniar a China e cercear as atividades de empresas chinesas. Isso é totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte  insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento. A parte chinesa já fez gestão formal ao lado brasileiro pelos canais diplomáticos”.

No comunicado, a embaixada ressalta que a China é “firme defensora da segurança cibernética internacional”: o país lançou a Iniciativa Global sobre Segurança de Dados, a fim de construir um ambiente digital de abertura, equidade, imparcialidade e não discriminação.

O governo chinês, informa a nota, incentiva empresas chinesas a operar com base em ciência, fatos e leis enquanto se opõe a qualquer tipo de especulação e difamação  injustificada contra empresas chinesas.

“Os EUA têm um histórico indecente em matéria de segurança de dados. Certos políticos norte-americanos interferem na construção da rede 5G em outros países e fabricam mentiras sobre uma suposta espionagem cibernética chinesa, além de bloquear a Huawei visando alcançar uma hegemonia digital exclusiva. Comportamentos como esses constituem uma verdadeira ameaça à segurança global de dados”.

Os diplomatas chineses lembraram que a China é o maior parceiro comercial do Brasil há 11 anos consecutivos e é também um dos países que mais investem no país. Entre janeiro e outubro, as exportações para o mercado chinês somaram US$ 58,4 bilhões. “As cooperações na telecomunicação e em outros setores foram construídas sobre bases sólidas e alcançaram avanços a passos largos”.

Na nota, a embaixada destacou o apoio dado pela China ao Brasil no enfrentamento da pandemia da COVID-19, assegurando o suprimento de materiais, fornecendo assistência humanitária e compartilhando experiências. “Os fatos comprovam, repetidas vezes, que a China é um amigo e um parceiro do Brasil e que a cooperação bilateral impulsiona o progresso de ambos os países e traz benefícios para os dois povos.”

“Uma parceria bilateral estável e sadia está em sintonia com os interesses fundamentais e de longo prazo de ambas as partes, e, por isso mesmo, conta com o apoio de amplos setores da sociedade brasileira. Devemos continuar a expandir nossa parceria em diversas áreas, sempre alicerçados no respeito mútuo, na igualdade e no benefício recíproco”.

Esta é a segunda vez que o deputado entra em confronto com Pequim. Em março deste ano, Eduardo Bolsonaro culpou a China pela pandemia de Covid-19.

“Quem assistiu Chernobyl vai entender o q ocorreu. Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa. […] +1 vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste, mas q salvaria inúmeras vidas. […] A culpa é da China e liberdade seria a solução”, publicou Eduardo Bolsonaro.

Em resposta, também em uma rede social, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, repudiou a publicação do deputado e exigiu pedido de desculpas. O presidente Jair Bolsonaro e seu chanceler Ernesto Araújo não atenderam ao embaixador.

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