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Estados Unidos jogam o Brasil na aventura de enfrentar os chineses.

29/09/2020

Os BRICS: certeza de bons negócios para o Brasil.

Se você é produtor rural e produz grãos ou carnes que estão destinados ao maior parceiro comercial do Brasil, a China, saiba que os Estados Unidos estão estabelecendo uma frente, comercial, militar e diplomática, contra o povo chinês e incluindo o Brasil nessa aventura, como aliado. Portanto, o futuro do seu mercado não está garantido, enquanto Donald Trump e o seu tutelado, Jair Bolsonaro, estiverem no poder.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, responsável pela política externa no país norte-americano, disse que o governo de Donald Trump avançou na realização da tarefa de fazer com que vários países “da África ao Sudeste Asiático e América do Sul” percebessem “a ameaça representada pelo Partido Comunista Chinês à sua liberdade e soberania”.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (28), no programa ‘Life, Liberty & Levin’ da Fox News.

“Agora começamos a construir essa coalizão global para fazê-los recuar”, acrescentou Pompeo, referindo-se ao que ele chamou de “ameaça” do “regime autoritário que a China apresenta”.

O Secretário de Estado indicou que este processo “demorará anos”, mas ao mesmo tempo avaliou que já foi dado um primeiro passo em termos de “reconhecimento da ameaça”.

A retórica de Pompeo sobre a China está em linha  com suas declarações anteriores. Em julho deste ano, o secretário de Estado chegou a reduzir a zero uma das conquistas mais importantes dos republicanos nas últimas cinco décadas ao declarar que a colaboração dos Estados Unidos com a China foi um fracasso total.

Pompeo acusou Pequim de aproveitar essa colaboração, estabelecida desde a visita do ex-presidente Richard Nixon à China em 1972, para abrir caminho ao poder, à liderança e à prosperidade através de mentiras e enganos, e enfatizou que agora os EUA e seus aliados devem usar “métodos mais criativos e firmes” para pressionar o governo chinês a mudar de rumo.

Pompeo também repetiu as acusações dos EUA de práticas comerciais injustas, abusos dos direitos humanos e tentativas de se infiltrar na sociedade americana por parte da China, informa.

Os consumidores até serão beneficiados com eventuais restrições às exportações de carnes e grãos num primeiro momento, enquanto a máquina produtiva desacelera. Isso aconteceu em 2006, só para citar um exemplo. A exportação, de suínos principalmente, foi fechada e a carne caiu para menos da metade do preço no mercado interno. Durante alguns dias, enquanto a cadeia produtiva desacelerava. Logo depois os preços voltaram e o País perdeu importante fonte de divisas, que se tornou ainda mais grave com o estouro da bolha financeira em 2008.

Tudo isso se resume a apenas um assunto: o protetorado Chinês e Russo estabelecido na Venezuela. Isso não tem permitido que os norte-americanos invadam o país caribenho, derrubem Maduro e tomem conta do seu petróleo pesado, o mais em conta para os norte-americanos, pois está a um passo de suas refinarias no Golfo.

No Brasil isso já foi feito, sem disparar um único tiro, com o golpe deflagrado em 2016.

Os Estados Unidos já conseguiram bloquear o desenvolvimento do BRICs, a união comercial de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que desendexaria os negócios do consórcio do dólar e estabeleceria fortes laços comerciais com a metade do mercado consumidor do mundo. Agora estão inventando alianças comerciais, militares e diplomáticas para enfrentar a aliança. E mandando sucatas de tanques para o Exército brasileiro.  

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