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Ainda bem que acabou a corrupção. Agora temos a chance de comprar a Petrobras a preço de banana.

04/08/2020

Quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi acusada de corrupção, aprovando como membro do Conselho da Petrobras a compra da Refinaria de Pasadena, os golpistas diziam que a petroleira brasileira tinha pago o dobro do preço real da indústria. Mais tarde, Pasadena foi vendida pela Petrobras com um lucro de 600 milhões de reais. Agora, o Governo que está apoiando fortemente o desmonte da Petrobras, desativou e vendeu, por preço de sucata, três plataformas de petróleo, plenamente operacionais, pelo preço de um apartamento no Rio de Janeiro. Mas o plano é mais amplo: a Petrobras vai paralisar 25 plataformas na riquíssima Bacia de Campos.

Que beleza, agora temos certeza que “corrupção nunca mais”!

As plataformas vendidas foram a P-07, a P-12 e a P-15, que haviam sido “descomissionadas” pela empresa. O plano de desmonte foi acentuado durante a pandemia do coronavírus e o governo nem mais disfarça a intenção de vender a companhia por completo, como demonstram falas cada vez mais à vontade do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O site de leilões — especializado em venda de carros batidos e sucatas de seguradoras — entregou P-15 por US$ 750 mil; a P-07 por US$ 370 mil; e a P-12 por US$ 330 mil, valores considerados irrisórios para o patrimônio envolvido.

Crime contra o País

Para o Sindipetro-NF, a FUP e demais sindicatos, a venda é um crime contra o povo brasileiro, assim como todo o conjunto de entregas do patrimônio do País que estão sendo realizadas e ainda estão programadas. Como tem advertido partidos progressistas e movimentos sociais, todo este desmonte precisa ser interrompido e, no futuro, quem comprou estes ativos nestas condições ilegítimas correrá o risco de ter que devolver ao Brasil.

Como apontam inúmeros estudos, do Ineep e de centros de pesquisa universitários, a Petrobrás está caminhando no sentido oposto ao das grandes petroleiras do mundo, inclusive privadas, que buscam se fortalecer em todas as partes da cadeia produtiva, não desprezando nenhuma possibilidade de lucro.

As plataformas que estão sendo entregues a preço de banana pela Petrobrás na Bacia de Campos, mesmo com produções menores e em águas “rasas”, poderiam continuar em operação, sem prejuízo algum, e gerariam empregos, renda para a região e lucro para o País.

Antes de terem suas operações paradas para que fossem vendidas, as plataformas entregues na semana passada produziam cerca de 25 mil barris diários de óleo (15 mil na P-07; 7 mil na P-12; e 3 mil na P-15).

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