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Trump cita Brasil como mau exemplo no atendimento à Pandemia.

05/06/2020

© Reuters/KEVIN LAMARQUE

Da Reuters, desde Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou nesta sexta-feira o Brasil como exemplo de país com dificuldades para lidar com a pandemia de coronavírus, ao defender a estratégia adotada por seu governo contra a doença e dizer que agora os EUA devem mudar o foco para se concentrar em proteger grupos de risco e permitir uma maior reabertura da economia.

Trump disse que o Brasil está seguindo o mesmo caminho da Suécia, país que não impôs quarentenas e decidiu se basear principalmente em medidas voluntárias de distanciamento social e higiene pessoal, mantendo a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas. Como resultado, a Suécia tem um número muito maior de casos de Covid-19 do que seus vizinhos nórdicos.

“Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. A propósito, eles estão seguindo o exemplo da Suécia. A Suécia está passando por um momento terrível. Se tivéssemos feito isso, teríamos perdido 1 milhão, 1 milhão e meio, talvez até 2 milhões ou mais de vidas”, disse Trump na Casa Branca, acrescentando que agora é hora de acelerar a reabertura.

Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos do novo coronavírus, com 1,9 milhão de infecções e mais de 108 mil mortos.

O Brasil é o segundo do mundo em número de casos, com quase 615 mil infecções confirmadas pelo Ministério da Saúde e 34.021 mortes, mas tem neste momento a maior taxa de aceleração da doença no mundo, uma vez que quase diariamente registra mais casos e mortes do que os EUA.

Apesar disso, diversos governos municipais e estaduais têm anunciado planos para afrouxar as medidas de distanciamento social no Brasil diante da pressão econômica provocada pela paralisação das atividades, o que levou especialistas alertarem para o risco de um agravamento da situação.

Existe uma linda música de Haroldo Lobo, grande compositor, pai de Edu Lobo, que relembra passagens como essa. Chama-se “Chuvas de Verão”.

“Podemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado no presente
Repetem velhos temas tão banais”

Isso é que aconteceu: Bozonaro entregou a Base de Alcântara, o pré-sal, abraçou a Cloroquina de Trump, votou com os EUA na ONU e agora está até nomeando indicados de Steve Bannon, o marqueteiro de Trump, para o Ministério das Relações Exteriores. Trata-se de um amor vulcânico, desse tipo chuvas de verão, agora não correspondido.

Em compensação, se é que existe uma, se exerce o verdadeiro patriotismo no Ministério da Saúde, unidade militar onde foram alojados, dizem, cerca de 40 militares. Às 7 da manhã, todo dia, toque de clarim, hasteamento da bandeira, ordem unida, leitura do boletim do dia e troca da guarda.  

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