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Mercado de grãos e carnes se desorganiza com a ameaça da epidemia de Coronavírus

31/01/2020

O mercado da soja encerrou esta sexta-feira com quedas de 3,75 pontos nos principais contratos, perdendo mais uma vez importantes patamares de preços nos últimos dias.

O mercado de commodities está em pânico diante do avanço agressivo do coronavírus, que já matou mais de 200 pessoas.

No pregão noturno de Chicago a cotação da soja continuava a cair. Se o dólar continuar em alta, os preços se manterão no mercado interno, com perdas, mas pouco significativas, até porque grande parte da safra já está travada nos mercados compradores.

A soja balcão caiu para R$73,00 a saca no mercado do Oeste baiano. Pouco para a leguminosa, que valia R$80,50 no último dia do ano. O milho fechou a semana em R$48,00 a saca de 60 kg, sustentando a alta desde o início da entressafra.

Colheita de áreas irrigadas já começou em LEM

Após dificuldades para o plantio, região registrou bom desenvolvimento das lavouras e expectativa é de, pelo menos, repetir a média de produtividade de 74 sacas por hectare registrada na safra passada. Preços para a venda estão mais altos do que os do ano passado.

Depois de sofrerem com a escassez de chuvas entre novembro e dezembro, as últimas precipitações foram um alento para os sojicultores da região de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. Os produtores que têm áreas irrigadas já começaram a colheita, de acordo com Cícero José Teixeira, presidente do Sindicato Rural da cidade, e quem plantou no sequeiro, mais tarde por causa da seca, deve começar a colher no final de fevereiro.

“Esse ano, como houve essa diferenciação do plantio por causa do clima, acredito que a colheita vá até meados de abril; antigamente acabava a colheita da soja até o fim de março”, explica.

Segundo Teixeira, apesar do susto com a extrema falta de chuva nos dois últimos meses de 2019, a safra 19/20 ainda deve ser boa na região, com expectativa de igualar a média geral de 74 sacas por hectare obtidas no ano passado.

Em matéria de preço, Teixeira conta que já há negociações sendo realizadas com valores em torno de R$ 78 a saca disponível, além de já terem registros de negócios futuros.

“A procura tem sido grande, bem maior do que o que era no início do plantio”, e é justamente essa procura que pode fazer os valores ficarem “razoáveis”, entre R$ 78 e R$ 82 a saca.

“Se a gente empatar, ainda ganhamos, porque a quantidade de área plantada de soja também aumentou, ou seja, esse ganho, teremos em área, mesmo se a produtividade for igual à do ano passado”, afirma.

O presidente do sindicato diz ainda que com a chegada das chuvas, quem plantou a soja mais tarde deve ficar atento ao manejo devido à possibilidade de doenças, como fungos, ou a migração de outras pragas vindas das lavouras de soja plantadas mais cedo.

Com informações do Notícias Agrícolas, editado por O Expresso.

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