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Consultor afirma que Oeste da Bahia tem 1 mês de atraso no plantio e já registra perdas no potencial produtivo

27/12/2019

Consultor Luiz Henrique Kasuya faz uma análise da produção de soja, milho e algodão no Oeste da Bahia

Os sojicultores do oeste da Bahia aguardam ansiosos pelas chuvas regulares que devem cair sobre a região no começo de 2020. Segundo previsões, mesmo com o regime de pancadas isoladas, estão garantidas chuvas até o dia 15 e depois de um breve intervalo, a retomada a partir do dia 25 de janeiro.

De acordo com Luis Henrique Kasuya, consultor agronômico de Luís Eduardo Magalhães, a situação das lavouras de soja é preocupante, mas a chegada das precipitações com volumes melhores e bem distribuídas pode melhorar o cenário.

“Entendemos que devemos já ter um potencial de produção baixo, mas que com a regularização das chuvas vamos conduzir as lavouras corretamente para minimizar as perdas”.

“Se regularizar as chuvas a partir do início do ano, principalmente para soja no vegetativo, dá tempo de recuperar. O conselho é manter calma no momento, conduzir alavoura até a normalização da chuva, e daí fazer todos os tratos sanitários exigidos”.

Segundo ele, no oeste do estado há plantados hoje 1,6mi de hectares de soja, 300 mil hectares de algodão e 140 mil hectares de milho, além de outras culturas, totalizando 2,2mi de hectares. De forma geral, Kasuya explica que as lavouras de soja estão um mês atrasadas em relação à safras anteriores.

A soja irrigada começou a ser plantada em outubro, recebeu pouquíssima chuva e tem temperaturas muito altas, o que deve causar produtividade abaixo do que foi na safra passada, de 65 a 70 sacas por hectare para 50 sacas ou menos.

No sequeiro, há variação muito grande entre regiões que receberam algum volume de chuva e outras que quase não tiveram precipitações.

Onde choveu, o produtor plantou, mas houve replantio, e em algumas áreas, a semente nem germinou, de acordo com o consultor. Ao mesmo tempo, algumas lavouras que viram a chuva cair, a soja está em fase vegetativa, iniciando a floração.

“O sequeiro é 95% da área de soja na região, teve produtor com replantio de duas a três vezes. Além do clima irregular, tivemos sementes de baixa qualidade, baixo vigor. Isso, aliado ao clima, eleva a taxa de replantio”, afirma.

Por causa do atraso na chegada das chuvas, a janela de plantio da soja foi estendida até 20 de janeiro no oeste da Bahia, mas quanto mais tarde for a semeadura, a quantidade de luz vai diminuindo, assim como o potencial produtivo.

Por Aleksander Horta e Letícia Guimarães, do Notícias Agrícolas.

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