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Dias de relembrar a pátria negra e mestiça, Brasil. Ou continuar em continência à estátua da Havan!

20/11/2019

A Revolta dos Malês, negros muçulmanos cultos e fundadores de pátria.

Está na hora da segunda abolição da escravatura no Brasil. Ontem, Dia das Consciência Negra no País, o deputado Coronel Tadeu (PSL) vandalizou exposição cultural na Câmara e será representado junto à Comissão de Ética.

Na mesma medida que devemos aos negros pela construção de nossa história de Nação – hoje, nós, negros somos a maioria no País – precisamos reiniciar a reconstrução de uma pátria Una e Indivisível, miscigenada, mulata, negra, capaz de consolidar a aventura que afro-descendentes e europeus na construção desse torrão pátrio.

É a época oportuna para nos orgulharmos do Quilombo dos Palmares e de quase um século de lutas por liberdade nas serranias de Pernambuco.

É o mês de relembrar a Revolta dos Malês e a participação efetiva dos Lanceiros Negros, em 1835, na Revolução Farroupilha.

Lembremo-nos de Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar; de Dandara, a rainha dos Palmares; da princesa Luiza Mahin, na revolta dos Malês e na Sabinada; de Carolina Maria de Jesus, escritora da favela; de André Rebouças, filho de Antônio Rebouças, advogado, parlamentar e conselheiro do Império; do poeta e jornalista catarinense João Cruz e Souza; de Mãe Menininha do Gantois, interlocutora de políticos poderosos na defesa do seu povo e de sua religião; de Tereza de Benguela, quilombola no Mato Grosso; e de Aqualtune, avó do rei Zumbi e defensora de Palmares.

Lembremo-nos de todos os outros; ensinemos sobre a pátria negra d’além mar. Ou isso ou vamos continuar vendo as marchas e as dancinhas em continência à estátua anã da Liberdade, em frente das lojas Havan.

Se os pais não ensinarem os seus filhos, sobre a pátria africana escravizada por 3,5 séculos e humilhada até os dias de hoje, estaremos apenas montando projetos de imbecis, racistas e misóginos, incapazes de entender suas próprias origens.

 

Da deputada Sâmia Bonfim:

Daniel Silveira, que quebrou a placa em homenagem a Marielle Franco, cumprimenta Coronel* Tadeu, que rasgou charge que denunciava o genocídio da povo negro. Retrato de dois crápulas que serão lembrados pela história como subproduto fétido desses tempos sombrios.

(*) Coronel para as suas moças de vida airada. Agora é apenas deputado!

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