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Banda russa anti-Putin protesta durante encontro dos líderes do BRICS

15/11/2019


A banda de punk rock feminista Pussy Riot protestou contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante seu show, nesta terça (13/11) em Brasília, cidade que recebeu o encontro dos presidentes do BRICS – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O BRICS não é nada além de um grupo de criminosos, que praticam o autoritarismo, violência baseada em gênero, racismo e neoliberalismo. Tudo o que a gente odeia. As mulheres precisam reagir!” disse, no começo da apresentação, a vocalista Nadya Tolokno. “Um grupo de criminosos que se juntaram em uma gangue para aprimorarem sua criminalidade. Nada bom virá deles. Mudança sempre terá de vir de você. Fora Putin!”, completou.

Bravas Brasil – O show ocorreu, a menos de 7 quilômetros do hotel em que o presidente russo estava hospedado, durante o Festival da Música Bravas Brasil organizado por ocasião do “Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher” (25/11).

Pussy Riot – A banda se tornou conhecida por realizar shows e eventos de manifestação política, em prol dos direitos das mulheres e contra políticas governamentais discriminatórias na Rússia. O grupo ganhou notoriedade global após um concerto, no qual protestavam contra o então candidato Putin, que viria no mês seguinte a sancionar uma lei discriminatória contra a “propaganda gay”.

Devido ao concerto, três integrantes da banda foram detidas sem direito a fiança, incluindo a líder Nadya. Após o julgamento foram submetidas a condições precárias em presídios, sem comunicação com os filhos e trabalho forçado.

A prisão causou uma comoção internacional, incluindo organizações como a Anistia Internacional e artistas como Madonna, Paul McCartney, U2, Adele e Yoko Ono. Inclusive o então primeiro-ministro na época Dimitri Medvedev, afirmou que considerava que elas não deveriam ter sido presas.

Depois de quase 2 anos de pressão o Congresso Russo aprovou uma anistia geral que beneficiou as integrantes da banda e uma série de ativistas, inclusive do Greenpeace. Ao sair da prisão, umas das integrantes Maria Alyokhina disse que isso se tratava de uma jogada de marketing do Governo e que elas continuariam lutando pela causa feminista e LGBT.

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