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Correntina: Prefeito faz demissão em massa de servidores comissionados

07/11/2019

Maguila, o ceifador de cabeças do funcionalismo municipal.

Pelo terceiro ano consecutivo, prefeito assina decreto exonerando todos os trabalhadores alegando adequação das contas de pessoal à Lei de Responsabilidade Fiscal. Secretários municipais foram poupados.

Do portal NBNBrasil

A prefeitura do município de Correntina (BA) publicou, na sexta-feira (01), o Decreto nº 392/19, através do qual o prefeito Nilson José Rodrigues determinou a exoneração coletiva de todos os colaboradores ocupantes de cargos comissionados e de livre nomeação, com exceção dos secretários municipais. De acordo com o decreto, os colaboradores estariam sendo demitidos com a justificativa de adequar o município à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que tem por finalidade controlar os gastos do município adequando-os a capacidade de arrecadação de tributos.

Entretanto a determinação não foi vista com bons olhos, uma vez que todos os trabalhadores, sem exceção, não receberam aviso prévio e foram surpreendidos com a decisão já publicada no Diário Oficial do Município. Situação essa que foi definida como falta de respeito por parte do prefeito com os trabalhadores.

Crise financeira

São inúmeras as reclamações da população com relação a atual gestão municipal. A prefeitura alega estar vivendo uma crise financeira que a tem impedido de honrar com suas obrigações e as dívidas têm se acumulado, dentre elas, os salários dos médicos que prestam serviços à Secretaria de Saúde que estão atrasados há cinco meses, os motoristas do transporte escolar que não recebem pagamentos há 2 meses, locadores de imóveis há 10 meses sem o recebimento de alugueis e grande parte de servidores públicos que estão desde 2016 com o salário de dezembro e o 13º atrasados.

Como justificativa para o crescente endividamento da prefeitura, o gestor declarou que o município está vivendo uma grave crise financeira, entretanto registros apontam a existência de um acordo com a empresa Sertão Forte Construção e Conservação no valor de R$ 1,4 milhão, que tem sido pago religiosamente a parcela de R$ 140 mil no dia 10 de cada mês.

2 Comentários leave one →
  1. Lobo permalink
    08/11/2019 12:13

    Grande exemplo do futuro. Os chefes de executivos quebram a máquina pública, com contratos, muitos deles, de umas tais assessorias, empregam parentes e cabos eleitorais e depois demitem aos montes, levando a se questionar se os serviços que deveriam ser prestados pelos demitidos deixaram ser oferecidos, ou se estão funcionando normalmente e então esses servidores não, de fato, necessários? Nos dois casos, gravíssimo.
    O pacote do Guedes vai piorar muito isso é vai espalhar por toda máquina pública federal e estadual. Preparem-se para dias piores.

  2. Jose de Oliveira permalink
    08/11/2019 14:51

    Que bom ver um bolsominio se penitenciando do erro !

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