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É a Globo quem tem que explicar a origem do óleo que chega às praias do Nordeste?

14/10/2019

Mais de 1.000 petroleiros cruzaram o Atlântico Sul no período estimado em que ocorreu o derrame.

Bolsonaristas tresloucados estão exigindo nas mídias sociais que a imprensa explique a origem do petróleo cru que contaminou praias de todo o Nordeste. E alegam que a imprensa não esgota o assunto, em reportagens investigativas, porque o óleo provem de instalações venezuelanas, supostamente acobertadas pela imprensa brasileira.

Na realidade, quem tem que investigar a origem do petróleo e mitigar o grave dano ambiental são as autoridades brasileiras. A Marinha, identificando o navio que causou o derrame; o Ministério do Meio Ambiente, punindo os culpados e tomando providências na restauração das praias.

O ministro do Meio AmbienteRicardo Salles, disse à GloboNews neste sábado (12) que solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que intime a Shell a prestar informações sobre barris com inscrição de um lubrificante fabricado pela empresa, que foram encontrados no litoral de Sergipe.

Análises feitas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) verificaram que o material encontrado no interior dos barris é o mesmo das manchas de óleo que atingiram praias nordestinas nas últimas semanas. Pelo menos dois testes realizados pela UFS chegaram ao mesmo resultado.

Em nota, a Shell afirmou que o conteúdo original dos tambores localizados na praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira. Segundo a empresa, são tambores de lubrificante para embarcações produzido fora do país.

Salles disse ter feito a solicitação ao Ibama na última sexta-feira (11) e acrescentou que a Shell deve ser notificada na próxima segunda-feira (14). De acordo com o ministro, a empresa terá 24 horas para prestar esclarecimentos depois de notificada.

Segundo Salles, o objetivo da intimação é obter mais informações na tentativa de descobrir qual navio teria sido o responsável pelo despejo do material no mar. Conforme o ministro, não está descartada a hipótese de o óleo ter origem em um navio irregular, o que dificultaria a identificação dos responsáveis.

Ontem à noite, no programa do Fantástico, a Globo, em longa reportagem, trouxe duas novas hipóteses para o derrame do petróleo em alto mar.

A primeira, trata do transbordo entre navios, uma operação de risco, que pode resultar no rompimento de um ou mais dutos de transferência do petróleo.

A outra é da ocorrência uma avaria em um dos tanques de um petroleiro, que mesmo assim tenha continuado a navegar para seu destino, dado ao fato que um petroleiro, como todo navio moderno, de vários compartimentos estanques.

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