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Polícia do Pará prende 3 grandes devastadores da floresta no Estado.

30/08/2019

Polícia Civil do Pará identificou três suspeitos de provocar queimadas em área de floresta nativa no sudeste do estado. Nesta quinta-feira (29), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos. Dois são irmãos e proprietários da fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, e o terceiro é gerente da propriedade. A fazenda fica localizada dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu.

Segundo a polícia, foi encontrado no local um grupo de trabalhadores em condições análogas à escravidão. A operação está ainda em andamento.

Durante a operação, um dos suspeitos foi preso em flagrante com um revólver calibre 38, sem porte legal, durante cumprimento de busca e apreensão, na sede da fazenda em São Félix do Xingu. Os três vão responder por danos em área de proteção ambiental, poluição, queimadas e associação criminosa. De acordo com a Polícia, equipes fazem buscas na fazenda e em outras propriedades dos investigados, localizadas no estado de Goiás.

Segundo o diretor de Polícia do Interior da Polícia Civil do Pará, delegado José Humberto Melo, as investigações mostram que o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil km² de mata, o equivalente a mais de 500.000 hectares. Uma área 20% maior que todo o município de Luís Eduardo Magalhães (*).

As investigações indicam que um dos suspeitos pode ter contratado mais de 50 homens para derrubar 20 mil hectares na fazenda Ouro Verde, que dica em área de proteção ambiental. Da Agência Brasil.

Nota da Redação:

O grande negócio desses devastadores não é formar pastagens ou instalar lavouras. É o negócio imobiliário paralelo. Desmatam, tiram a madeira de valor, queimam, atiram uma semente de capim ralo nas cinzas, em áreas indígenas ou terras devolutas do Estado, firmam a posse e as vendem ou arrendam para criadores de bois em extensão.

Três anos depois, as terras perdem a fertilidade, são invadidas pela juquira, as brotações da floresta, e são abandonadas, pois perderam todo e qualquer valor.

As áreas, se não sofrerem novos incêndios, voltam a se restabelecer, lentamente, em 20 ou 30 anos. Mas isso é difícil: atrás dos devastadores e dos pecuaristas vem os agricultores, sedentos de terras baratas ou abandonadas.

(*) O município de Luís Eduardo Magalhães tem 3.940 km²   

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