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Governo anuncia hoje as estatais que serão privatizadas

21/08/2019

Privatizar tudo e entregar ao Sr. Mercado: objetivos de Bolsonaro e Paulo Guedes.

O Governo anuncia nesta 4ª feira (21.ago.2019) uma lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas:

  1. Emgea (Empresa Gestora de Ativos);
  2. ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);
  3. Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);
  4. Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);
  5. Casa da Moeda;
  6. Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);
  7. Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);
  8. CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);
  9. Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);
  10. Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);
  11. EBC (Empresa Brasil de Comunicação);
  12. Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);
  13. Telebras
  14. Correios
  15. Eletrobras
  16. Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);
  17. Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

O governo deve anunciar detalhes das vendas em entrevista a jornalistas nesta 4ª feira (21.ago). Ainda não há informações, por exemplo, sobre quando as privatizações serão concluídas ou qual é a expectativa de faturamento do Executivo.

Além da privatização, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ainda pode avaliar outras alternativas para enxugar a máquina –como fundir, reorganizar, transferir ou até extinguir essas empresas.

Na semana passada, ao lado do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, o ministro Paulo Guedes (Economia) já havia mencionado a intenção de vender os Correios e a Eletrobras.

No mesmo evento em que mencionou as duas empresas, Guedes disse que queria incluir empresas de maior porte na lista. Afirmou ainda que o seu trabalho é tentar vender todas as estatais”.

“Estamos começando devagar nas privatizações, mas já sabemos que vamos privatizar os Correios, vamos privatizar a Eletrobras. Eu não duvido que a gente vai privatizar algumas coisas maiores, viu, Castello?”, disse o chefe da pasta de Economia na ocasião. Do Poder 360.

Privatizar a maior empresa de energia elétrica do País e portanto o estratégico regime de águas que lhe serve é uma atitude coerente do Governo?

A hidrelétrica de Sobradinho, só para citar um exemplo, poderá, após privatizada, trabalhar com a vazão máxima (o que interessa é o faturamento), inviabilizando as tomadas de água da transposição e a vida de quase uma centena de municípios a montante da barragem. Hoje a vazão está limitada em pouco mais de 1.000 metros cúbicos por segundo, quando a capacidade das máquinas de Sobradinho é no mínimo o dobro disso.

O reservatório de Sobradinho está hoje com 42% da sua capacidade, mas poderia estar com menos de 10% se atuasse a plena carga da hidrelétrica.

Privatizar o Serviço de Processamento de Dados que serve exclusivamente ao Governo; o sistema de comunicações do País, através da EBC; a Dataprev, que cuida dos dados da Previdência; a Ceagesp e a Ceasaminas que cuida dos pequenos produtores do entorno de São Paulo e Belo Horizonte. Está tudo certo?

A Eletrobras tem hoje 48 usinas hidrelétricas, 112 termelétricas a gás natural, óleo e carvão, duas termonucleares, 70 usinas eólicas e uma usina solar, próprias ou em parcerias, distribuídas por todo território nacional, que perfazem mais de 1/3 da energia gerada no País.

A parte brasileira de Itaipu, Tucuruí, Complexo Paulo Afonso, Xingó, Angra 1 e Angra 2, Serra da Mesa, Furnas, Teles Pires, Belo Monte, Jirau, Santo Antônio, Complexo Eólico Campos Neutrais e a usina Megawatt Solar são alguns dos maiores empreendimentos da Empresa.

2 Comentários leave one →
  1. Lobo permalink
    21/08/2019 20:47

    No caso de Sobradinho e outros caso ē simples. O governo privatiza com a garantia de uma vazão mínima, na época da seca a vazão será diminuída certamente, mas se cria algum gatilho no estilo das tais bandeiras para garantir o lucro privado às custas dos otários, melhor dizendo consumidores. No Brasil a iniciativa privada, no caso dos grandes empresários, privatiza o lucro, mas não abre mão de socializar o prejuízo passando a conta para os brasileiros.

  2. Lobo permalink
    21/08/2019 21:09

    O irônico de tudo é que varias empresas que estão comprando tudo na liquidação Brasil são estatais em seus países, a exemplo de chinesas, francesas e norueguesas. É muito complexo de vira-lata de nossa classe média e muita trairagem dos grandes empresários, mídia e autoridades ecônomicas do desgoverno. Ainda tem idiota que acredita no tal slogan de Brasil acima de tudo. Kkkkkk

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