O vereador Silvano Santos (PTC) chegou a se pronunciar, com desalento, ao dizer que as comissões parlamentares de investigação estão acabadas no atual período legislativo:

“Não podemos mais contar com as CPIs. Temos que buscar outras ferramentas legislativas, como as denúncias ao Ministério Público da Bahia e ao MPF, para coibir ações ilegais do Prefeito.”

Os vereadores que formam a base de apoio ao prefeito Oziel Oliveira (PDT) decidiram pelo arquivamento do Requerimento nº 005/2019, de autoria do vereador Kenni Henke (DEM), que pedia a abertura de uma CPI para investigar as denúncias feitas sobre o uso abusivo da saúde por parte dos funcionários do executivo Municipal. (Relembre aqui)

A decisão pelo arquivamento da CPI aconteceu nesta terça-feira (20), durante a 19ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vereadores de Luís Eduardo Magalhães.

O fato – Após o pedido de instauração de uma CPI, feita pelo vereador Kenni Henke (DEM), para apurar as denúncias no uso irregular da Saúde no Município (relembre aqui), os vereadores da base aliada do prefeito Oziel Oliveira decidiu pelo arquivamento da investigação.
O pedido da CPI, que foi protocolado no dia 06 de agosto de 2019, também foi sido assinado pelos vereadores Filipe Fernandes (DEM), Nei Vilares (PP), Silvano Santos (PTC) e Márcio Rogério (DEM) –

Os vereadores que assinaram a favor do arquivamento das investigações que iriam apurar os abusos cometidos pela família Knupp foram: Kelmuth Maclaren, Luciano Santos, Santil, Guinho da Contem, Victor do Ferro Velho, Raimundo Nacional Motos, Irmão Deusdete, Eltinho e Carlos Koch.

Vereadores que votaram pelo arquivamento da CPI: Carlos Koch , Kelmuth Maclaren, Guinho da Contem, Raimundo Nacional Motos, Irmão Deusdete, Luciano Santos, Victor do Ferro Velho, Eltinho e Santil.

Fatos precisam ser esclarecidos –Após a decisão dos vereadores da base aliada do prefeito Oziel Oliveira, foi criado um clima de dúvidas sobre os fatos. “Se não há o que esconder nada mais justo do que o prefeito deixar que a Câmara Municipal faça o seu papel e fiscalize”, comentou o democrata Júnior Marabá. “Diante de tantas evidências que foram fartamente publicadas pela imprensa, não é possível que os vereadores da base do prefeito se prestem a este papel de desserviço para com a sociedade luiseduardense. Vergonha; essa é a palavra que encontro para definir a postura destes vereadores que se dizem fiscais do poder executivo”, concluiu Marabá.

“O que os fatos apontam – principalmente após o Ministério Público recolher computadores e documentos no Hospital Gileno de Sá, é que houve uso indevido e abusivo da saúde por parte de pessoas muitas próximas ao prefeito Oziel Oliveira”, afirma o vereador Kenni Henke. “E após o prefeito dar o comando para barrar a CPI, este fato fica ainda mais estranho e, pelo menos aqui na Câmara de Vereadores, ficará sem explicações. Vamos fazer fé agora na Justiça. Nós da base de oposição, fizemos a nossa parte”, conclui o vereador Kenni.

“Resta-nos gora aguardar uma postura digna de um chefe do executivo, que é afastar o funcionário envolvido nessa grave denúncia até que as investigações da sindicância aberta pelo município sejam concluídas de forma satisfatória e divulgadas”, cobrou Júnior Marabá.

Sindicância aberta – No dia 11 de Julho de 2019 foi publicada no Diário Oficial do Município a Portaria nº 44/2019 para instaurar uma “Sindicância Investigadora”. Após 40 dias de instaurada, nenhuma notícia ou informação foi publicada pelo prefeito Oziel Oliveira (PDT) a respeito deste importante caso de abuso cometido por integrantes do primeiro escalão da sua administração.