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Bárbaro assassinato de travesti em Brasília terá júri dos 4 homicidas

19/07/2019

Agatha Lios, a vítima.

Policiais civis prenderam a última acusada foragida de participar do assassinato da transexual Agatha Lios, 22 anos, morta a facadas, chutes e socos na Agência de Distribuição dos Correios de Taguatinga. O crime aconteceu em 26 de janeiro de 2017 e teria sido motivado por disputa de ponto de prostituição. Samira, como a autora é conhecida, estava foragida desde o dia do crime.

Outras três acusadas de participar do assassinato de Agatha estão detidas. Carolina Andrade, Lohanny Castro e Bruna Alencar estão presas preventivamente, aguardando plenário do Tribunal do Júri. Carol e Lohanny foram encontradas pelos investigadores ainda em 2017, no bairro Colônia Terra Nova, em Manaus. Os investigadores prenderam Bruna apenas em 2018, em São Paulo.

Segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, Orientação Sexual, Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), à frente das investigações, Agatha morreu poucas horas após o crime, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Os agentes acreditam que o crime também teria sido motivado porque a vítima chamava atenção dos clientes por causa da beleza.

Os policiais ressaltam que a prisão de Samira foi uma ação em conjunto com a Polícia Civil de Goiás. Agora, ela também está à disposição da Justiça e do Plenário do Tribunal do Júri. Todas acusadas respondem por homicídio qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima. Se condenadas, podem cumprir pena de 12 a 30 anos de prisão.  

Relembre o caso

Ágatha morava no Distrito Federal havia três meses. Em 26 de janeiro, por volta das 17h30, a jovem aguardava por clientes em uma área próxima à central de distribuição dos Correios de Taguatinga Sul.

Algum tempo depois, um carro particular, pedido por meio de um aplicativo de transporte, chegou ao local. As quatro travestis saíram do veículo e correram com facas em direção a Ágatha. Enquanto fugia das demais, a vítima entrou na central de distribuição, onde foi cercada.

Os funcionários do local tentaram prestar auxílio, mas Ágatha não resistiu aos ferimentos. As quatro suspeitas fugiram no mesmo carro em que chegaram.

O motorista do veículo que as transportou ao local do crime não chegou a descer do carro, mas foi indiciado por homicídio. Ele já prestou os devidos esclarecimento à polícia e não houve a emissão de um mandado de prisão contra ele. Com Correio Braziliense e outros veículos de comunicação do DF.

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