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Sobradinho começará temporada de estio com vazão de 800 m³/segundo.

30/04/2019

Barragem Sobradinho Foto: Roberto Viana.

Um dos sinais que os nordestinos estão saindo de um longo ciclo de seca é o volume acumulado nos principais reservatórios da Bacia do São Francisco:

  • SOBRADINHO     48,76%

  • TRÊS MARIAS       81,10%

  • ITAPARICA           32,71%

A Agência Nacional de Águas – ANA – distribuiu, hoje, nota à imprensa, contando que, partir da próxima quarta-feira, 1º de maio, começam a valer as novas condições de operação do Sistema Hídrico do Rio São Francisco, que é formado pelos reservatórios de Três Marias (MG); Sobradinho (BA); Itaparica (BA/PE), também conhecida como Luiz Gonzaga; Moxotó (AL), Paulo Afonso I, II, III e IV (BA); e Xingó (AL/SE). 

No caso de Sobradinho, são estabelecidas três faixas de operação: Normal, quando o volume útil estiver acima de 60% até 100%; Atenção, acima de 20% até 60%; e Restrição, até 20%. Na faixa de operação Normal, a defluência mínima média diária será de 1100m³/s em Xingó e 800m³/s em Sobradinho. Na faixa de Atenção, Sobradinho e Xingó terão uma liberação mínima média por dia de 800m³/s, a vazão sob a qual deverá iniciar o período de estio.

O teto de defluência ficará limitado à curva de segurança de Sobradinho para ambos os reservatórios no período chuvoso, de dezembro a abril, e à curva de segurança limitada a 1.000m³/s no período seco, de maio a novembro – como Sobradinho está com cerca de 50% de seu volume útil, o reservatório começará o período seco, em 1º de maio, com esta condição de operação. Na faixa de Restrição, a defluência mínima média de Xingó e Sobradinho será de 700m³/s por dia. Nesta situação, a defluência média mensal será estabelecida pelo ONS a partir de recomendação da ANA e será limitada a 900m³/s.

A Resolução nº 2.081/2017 também prevê que todas as vezes em que for necessário reduzir a defluência dos dois reservatórios abaixo de 800m³/s, o agente responsável pela operação de ambos, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, deverá informar o IBAMA sobre a medida. A CHESF também deverá realizar o monitoramento e a mitigação de eventuais impactos entre Sobradinho e a foz do Velho Chico, que fica entre Alagoas e Sergipe.

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