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Liga Árabe adverte o Presidente e o filho sobre bobagens diplomáticas

12/12/2018

A Liga dos Estados Árabes, composta por 22 países do Oriente Médio, Ásia e África, enviou uma carta para o presidente eleito Jair Bolsonaro onde o aconselha a reconsiderar seus planos de transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém.

Assinada pelo secretário-geral da Liga, o egípcio Ahmad Abu Al Ghait, a carta enfatiza a preocupação da organização com uma possível mudança.

“Dar um passo como este não apenas prejudicaria os interesses palestinos, mas reduziria drasticamente as oportunidades de alcançar uma paz abrangente”, afirmou a carta.

A carta da Liga Árabe é a advertência mais forte que Bolsonaro recebeu em relação à política externa desde que foi eleito. Durante a campanha eleitoral o ex-capitão prometeu, mais de uma vez, se alinhar a Israel e ao Estados Unidos e transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

Recentemente seu filho Eduardo Bolsonaro, em viagem feita aos Estados Unidos, reafirmou a intenção de transferir a embaixada. “A questão não é se mudamos a embaixada para Jerusalém”, declarou Bolsonaro Filho, “mas quando isso vai acontecer”.

Segundo a agência Bloomberg, que teve acesso à carta, a Liga Árabe representa um mercado de grande importância para os exportadores brasileiros.

O Brasil é um dos poucos países que exporta carne Halal, corte exigido no Islã de acordo com as regras escritas no Alcorão. No caso das carnes, existe uma série de regras que precisam ser respeitadas na escolha do animal, na forma de abate e no preparo da carne para armazenamento e transporte. O animal deve ser abatido por um muçulmano com a face voltada para Mca. E, na hora do abate, o profissional deve pronunciar o nome de Alláh.

Em 2017, segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a balança comercial do Brasil com as 22 nações da Liga Árabe bateu recorde, com saldo positivo de US$ 67 bilhões. O levantamento mostra que o Oriente Médio comprou 16% mais produtos brasileiros em 2017, e esse crescimento foi puxado, entre outros produtos, pelas carnes bovina e de frango.

Em sua carta, Abu Al Ghait enfatizou a natureza duradoura das relações árabe-brasileiras e seu potencial de crescimento. O secretário-geral pediu a Bolsonaro que “leve em consideração o ponto de vista árabe como forma de preservar nossa amizade de longa data”.

A Liga é formada por 22 países, sendo Somália, Egito, Iraque, Jordânia, Líbano, Arábia Saudita, Síria, Iêmen, Líbia, Sudão, Marrocos, Tunísia, Kuwait, Argélia, Emirados Árabes, Bahrein, Catar, Omã, Mauritânia, Palestina, Djibouti e Comores.

Do Nocaute.

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