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O ódio ideológico se dissemina nas ruas. Cerca de 50 ataques a manifestantes do PT, de Ciro e de Bolsonaro.

11/10/2018

Paula Monique, presidente da juventude do PT de Jequié – Ba, acaba de ser atacada por um simpatizante de Jair Bolsonaro. O sujeito passou numa moto com a camisa de Bolsonaro e chutou a moça que transitava em outra moto menor, caindo na pista onde foi socorrida.

No Rio Grande do Sul, uma jovem registrou queixa afirmando que, ao transitar na rua com uma camiseta com a inscrição #elenão e as cores da bandeira LGBT, acabou atacada e teve uma suástica riscada a canivete na pele do abdômen. Policiais civis da Bahia e do RGS investigam os dois casos, no entanto ainda não existe a confirmação, por parte das autoridades, dos dois fatos. Ainda não foram instaurados os respectivos inquéritos.

O delegado Paulo César Jardim, titular da 1ª DP da Capital, afirmou que está suspensa a investigação do caso em que uma jovem, de 19 anos, teria tido uma suástica desenhada a canivete em sua barriga. Segundo ele, a vítima se negou a representar criminalmente. É provável que a jovem, identificada, tenha medo de novos ataques. Com isso, não existe crime e não há como prosseguir a investigação.

O caso teria ocorrido na rua Baronesa do Gravataí, no bairro Cidade Baixa, na última segunda-feira. A jovem chegou a registrar uma ocorrência na Polícia, mas voltou atrás. A vítima teria sido agredida a socos por três homens que a interpelaram após ela descer de um ônibus. Em seguida, foi ferida na barriga com um canivete.

Caso grave em Recife

Nesta quarta-feira (10), no Recife, mais um caso foi tornado público nas redes sociais. A produtora Érica Colaço divulgou as imagens da amiga Pipa Guerra, agredida por dois homens e uma mulher, apoiadores do candidato do PSL, em um bar no bairro do Arruda, Zona Norte do Recife, no dia da eleição. 

Colaço explicou que amiga estava no estabelecimento e os agressores começaram a “mexer com ela por conta dos bottons e adesivos de Ciro e do #EleNao”. Em determinado momento, um deles chegou a mostrar uma arma. Quando a vítima tirou o celular e começou a filmar a intimidação, foi agredida, teve o braço quebrado e precisou ser acolhida por garçons do bar. “Eles agrediram ela com a intenção de matar. Só não mataram porque os garçons colocaram ela na cozinha até eles irem embora”, afirmou Colaço à reportagem do LeiaJá, portal pernambucano.

Esta semana o mestre de capoeira Moa do Katendê foi assassinado, em Salvador, com 12 facadas pelas costas, depois de desafiar um eleitor de Bolsonaro.

Cerca de 50 ataques a eleitores e manifestantes são relatados em todo o País, desde o dia 30 de setembro, segunda a Agência Pública. Levantamento inédito contabilizou relatos de agressões e ameaças contra pessoas em 18 estados e no DF nos últimos dez dias; 6 apoiadores do candidato do PSL também foram agredidos. Fernando Haddad não se manifestou sobre estes ataques.

O candidato Bolsonaro diz que nada pode fazer com os ataques de seus defensores:

-Não posso ser responsabilizado por isso, afirmou.

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