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Morre Hélio Bicudo, fundador do PT e co-autor do pedido de impeachment de Dilma

31/07/2018
O jurista Helio Bicudo, um dos fundadores do PT e co-autor do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, faleceu nesta terça-feira (31/7), aos 96 anos, em sua casa em São Paulo, nos Jardins, vítima de um AVC. O ex-deputado federal paulista estava com a saúde debilitada há alguns anos, e, recentemente, sofreu complicações cardíacas. A família ainda não definiu onde será o velório.
Natural de Mogi das Cruzes (SP), o professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) preparou, ao lado dos advogados Janaína Pascoal e Miguel Reali Jr., a petição apresentada no Congresso, citando indícios de crime de responsabilidade que teriam sido cometidos pela petista. No texto, ele questionou, inclusive, a falta de transparência em contratos firmados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar obras em países como Cuba e Angola, realizadas por empreiteiras brasileiras implicadas na Operação Lava-Jato. 
Entre 27 de setembro e 4 de outubro de outubro de 1963, Bicudo chegou a atuar como ministro da Fazenda, substituindo Carvalho Pinto. O acadêmico também foi Procurador-Geral em São Paulo e foi um dos 100 professores que fundaram o PT em 1980. Em 1986, foi candidato ao Senado pelo PT, mas não conseguiu se eleger naquele ano porque ficou em terceiro lugar, atrás de Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso, ambos então do PMDB.
Ele atuou como secretário de Justiça de São Paulo do governo da ex-petista Luiza Erundina, entre 1989 e 1990, quando foi eleito como deputado federal. Em 2000, foi presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sediada em Washington, e o terceiro brasileiro a assumir o principal cargo da entidade. Entre 2001 e 2004, Bicudo foi vice-prefeito da administação da ex-petista Marta Suplicy.
Conheci Hélio Bicudo em seu gabinete de deputado no quarto andar do Anexo IV. Baixinho, magrinho, com ideias objetivas, calmo, sereno, já era uma figura encanecida e respeitada no início dos anos 90.
Reunia, em torno de sua entrevista, inúmeros assessores de outros gabinetes, que queriam ver sua entrevista ao vivo, antes de ir ao ar. Na época, disputava com Delfim Netto, a condição de uma das figuras mais ouvidas pela imprensa no Parlamento.
O pedido de impeachment, realizado a quatro mãos com a Janaína Tarja Preta Paschoal, foi a sua despedida melancólica da vida pública.
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  1. Lobo permalink
    31/07/2018 19:10

    Tantos anos construindo uma bela reputação para aos 45 do segundo tempo, escorregar e se juntar a Janaínas, Frotas, Lobões, MBLs, paneleiros e patos amarelos da Fiesp. Lamentável.

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