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Governo revoga hoje tabela de fretes rodoviários publicadas ontem

08/06/2018

Por Kariane Costa – Agência Brasil

O governo federal decidiu que vai revogar nesta sexta-feira (8) a nova  tabela com o preço mínimo do frete para o transporte rodoviário de cargas, publicada em edição extra do Diário Oficial da União no final da tarde de ontem (7) .

De acordo com a assessoria do Ministério dos Transportes, com a decisão, a tabela publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no dia 30 de maio estará valendo até uma nova tabela ser elaborada pela agência.

Ainda segundo a assessoria, a decisão foi tomada após reação dos representantes dos caminhoneiros com a publicação do documento nesta quinta-feira. A categoria se reúne com o governo na manhã desta sexta-feira na sede da ANTT  em Brasília.

A tabela que foi divulgada hoje foi elaborada porque, de acordo com ANTT, a anterior, publicada no dia 30, estava confusa. O documento que será revogado previa valores de frete por quilômetro rodado combinado com o número de eixos dos caminhões e a possibilidade de negociação do frete de retorno entre o contratante de origem e o transportador.

O Ministro do Transporte, Valter Casimiro, disse em coletiva de imprensa, antes da decisão de revogar o documento, que a nova tabela foi acordada com o setor do agronegócio, setor de cargas e combustível e representantes dos caminhoneiros.

A criação de uma tabela de preço mínimo para o frete foi uma das reivindicações dos caminhoneiros durante a paralisação da categoria que durou dez dias e resultou em prejuízos em diversos setores da economia e em desabastecimento de combustíveis, alimentos, entre outros produtos.

Comboio da ALL no interior de São Paulo. No leito da ferrovia, outro controverso problema brasileiro, o uso de 4 bitolas diferentes de trilhos.

Os erros sucessivos dos governos brasileiros e a sua opção pelo transporte rodoviário, principalmente de produtos de baixo valor agregado como soja, milho e até minério bruto desaguaram nesta crise que presenciamos agora. A ferrovia Norte-Sul levou 30 anos para ser inaugurada e até hoje não funciona. A ferrovia Leste-Oeste está parada à espera do dinheiro e da capacidade construtiva dos chineses. A Transnordestina teve a construção interrompida.

A única ferrovia que funciona no País é privada, Carajás-Itaqui, e recebe investimentos de duplicação, apesar da queda forte no preço no minério de ferro vendido ao Exterior.

O Brasil fez escolhas erradas nos últimos 60 anos e paga agora o preço desses erros. Quando o governo militar iniciou tínhamos 30 mil quilômetros de ferrovias. Quando terminou, 21 anos depois, essa rede férrea tinha encolhido e hoje, privatizada, tem ramais rentáveis mas ainda é igual a rede de ferrovias do Japão, um país com área igual aos menores estados do Brasil.  

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