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Importações de soja dobrarão até 2025. Mas China faz exigências de qualidade.

28/12/2017

Quem tem um só cliente comprador, corre fortes riscos de ter que atender as exigências do mesmo. É o caso de Brasil, Argentina e EUA no fornecimento de soja à China. Ontem a Reuters divulgou matéria dizendo que a metade da soja dos Estados Unidos pode sofrer nova classificação na chegada aos portos chineses.

O problema todo reside no fato da soja norte-americano chegar à China com 1% de impurezas, entre elas sementes de ervas daninhas.

Segundo a agência noticiosa, metade dos 27,5 milhões de toneladas, 473 carregamentos, um negócio de US$ 14 bilhões por ano, pode sofrer reprocessamento nos portos chineses.

Reprocessada, nos Estados Unidos ou na China, a soja terá seus custos de entrega alterados.

Importações dobrarão até 2025

As importações de soja na China cresceram nos últimos cinco anos e alcançaram 86 milhões de toneladas no período fiscal 2016/17. Na safra 2015/2016, o número havia sido de 82,5 milhões de toneladas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) estima que a China importará 122 milhões de toneladas de soja em 2021/2022 com uma tendência que se intensifica a partir de então e alcançaria as 200 milhões de toneladas em 2025.

Essa tendência ascendente coincide com o ritmo contrário da redução de área plantada de soja, que deve cair mais de 40% nos próximos 10 anos.

O primeiro e decisivo dado sobre a produção agroalimentar da República Popular para a conclusão da segunda década do século é que quase 300 milhões de habitantes do campo migrariam para as cidades em 2030. Mais de 40% da produção agroalimentar já é realizada pelas grandes corporações agroalimentares neste momento, cuja atividade se orienta exclusivamente por setores como os suínos, os lácteos e a produção de carne bovina, que segue crescente.

Preços em baixa

Os preços da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago na sessão desta quinta-feira (28). A commodity perdia de 3 a 3,50 pontos entre os principais vencimentos, com o março/18 valendo US$ 9,64 e o maio/18, referência para a safra americana, US$ 9,75 por bushel. 

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