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IBGE: mais de um quarto dos jovens do País sem emprego e fora da escola

16/12/2017

Em 2016, cerca de 25,8% dos jovens de 16 e 29 anos não estavam ocupados nem estudavam.

Entre os 10% da população com os menores rendimentos, 78,5% eram pretos ou pardos. Já entre os 10% com os maiores rendimentos, os pretos ou pardos representavam apenas 24,8%.

Essa e outras informações estão na Síntese de indicadores sociais (SIS). Com dados do IBGE e de outras fontes, a SIS analisa o mercado de trabalho, a distribuição de renda e a mobilidade ocupacional e educacional no país.

Embora o Brasil não tenha uma “linha de pobreza” oficial, a SIS fez um estudo a partir de diversas abordagens desse tema. Considerando-se a linha proposta pelo Banco Mundial, por exemplo, um quarto da população brasileira vive com renda de até 5,5 dólares por dia (R$387 por mês), incluindo 42,4% das crianças e adolescentes de até 14 anos do país.

Na análise do saneamento, a pesquisa constatou que, no Piauí e no Acre, mais de 10% da população vivem em domicílios sem banheiros e que 37,9% dos domicílios do país não tinham acesso simultâneo aos três serviços de saneamento básico (coleta de lixo, água tratada e acesso à rede de esgoto).

Em relação à mobilidade educacional, a SIS constatou que apenas 4,6% dos filhos de pais sem instrução conseguiram concluir o ensino superior. Na análise da mobilidade ocupacional, o percentual de brancos com mobilidade ascendente é maior do que o de pretos ou pardos, enquanto o das mulheres é maior do que o dos homens. 
A publicação da SIS 2017 pode ser acessada aqui.

Que explicação plausível temos para o abandono do melhor da população brasileira, da esperança de um futuro próximo? Falta Governo, falta iniciativa privada, faltam organizações do terceiro setor, falta expectativa de um País melhor.

Aí estão as explicações para as prisões lotadas. Um quarto da juventude mais desamparada vive – e morre – como clandestino em seu próprio País.

Como concordar ou justificar a exclusão social, o sofrimento, a intolerância e o preconceito?

Enquanto isso, políticos e favorecidos do regime de exceção vivem à tripa forra, em busca do enriquecimento rápido e ilícito.

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  1. jose de oliveira permalink
    16/12/2017 21:30

    A matéria não focou a questão temporal dos fatos acima, mas os mesmos se desenrolaram a partir de 2.014, quando findou o governo PT, vez que embora a Dilam tenha sido reeleita, mas ela não governou a partir de 2.015, posto que a Rede Globo, o Aécio, O PSDB e o Jorge Paul Leman não deixaram até que deram o golpe em 2016, quando veio o Temeroso com seu mote “ponte para o futuro”, a ponte caiu e a parcela da população mais carente está sendo afogada pelas águas turmas e revoltas.

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