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A BBC quer saber por que o Tietê ainda é a cloaca máxima de São Paulo

06/12/2017

Os ingleses precisam enviar suas cartinhas inquisidoras à sede local do Partido da Social Democracia Brasileira, o tal tucanato, que manda há quase 3 décadas no Estado mais rico do País e cujo PIB ultrapassa os 40% do PIB brasileiro. Veja o endereço completo do PSDB paulista: Av. Indianópolis, 1123 – Moema São Paulo –SP – 04063-002. Tel.: (11) 5078-4545.

Oito bilhões de reais depois, os 26 km do Tietê dentro da Região Metropolitana são apenas uma vala fedorenta. Mais pelos eflúvios da pilantragem dos seus governantes do que propriamente pelos esgotos que recebe. Sim, aqueles mesmos da maracutaia dos trens metropolitanos e da grande negociata do Anel Viário.

Os ingleses da BBC tem autoridade moral para perguntar sobre a despoluição do Tietê. 

O rio Tâmisa, na Inglaterra, ficou conhecido como o ‘’Grande Fedor’’ quando, em 1858, as sessões do Parlamento foram suspensas devido ao mau cheiro. A poluição do rio também estava na consciência dos ingleses por causa da morte do príncipe Alberto, marido da rainha Vitória. Alberto morreu de febre tifóide devido à insalubridade das águas do rio.

O Tâmisa deixou de ser considerado potável por volta de 1610. Entretanto, o projeto de despoluição só começou a ser esboçado no século XIX. Além do mau cheiro, as epidemias de cólera das décadas de 1850 a 1860 foram fundamentais para que o governo decidisse construir um sistema de captação de esgotos da cidade. Ao todo, foram quase 150 anos de investimentos na despoluição das águas do rio que corta Londres.

O projeto de limpeza do Tâmisa começou a ser delineado em 1895. Os primeiros resultados do trabalho apareceriam apenas em 1930. No início, os engenheiros criaram um sistema de captação do esgoto da cidade de Londres que despejava os dejetos quilômetros abaixo de onde o rio cortava a região metropolitana. Entretanto, o crescimento da população fez com que a mancha de poluição subisse novamente o rio e o tornasse poluído na região londrina.

Em 1950, o Tâmisa era considerado, outra vez, morto. A nova iniciativa do governo foi a construção das primeiras estações de trabalho de esgoto da cidade. Já na década de 70, os sinais iniciais de que os resultados estavam sendo alcançados apareceram. Prova era o flagrante do reaparecimento do salmão – peixe sensível à poluição e exigente em matéria de água limpa.

Mesmo com os sinais de que a revitalização das águas do Tâmisa é garantida, a Thames Water, empresa de saneamento londrina, mantém um investimento cerrado no tratamento da água e no sistema de esgotos. O rio tornou-se um exemplo de sucesso no programa de despoluição das águas.

 

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