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MST invade fazendas de Maggi, de Ricardo Teixeira e de procurador de Temer

25/07/2017

Do Jornal do Brasil 

O economista gaúcho João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), destacou em vídeo que o governo de Michel Temer é “uma vergonha”, que as medidas adotadas por ele são “um acinte”, e convocou militantes de todo o país para uma jornada nacional em denúncia contra o governo, a Globo, o agronegócio e as fazendas compradas por acusados de corrupção.

“Vocês sabem, em cada estado do nosso Brasil, tem os políticos que têm duas, três, até 62 fazendas, como esse [presidente do Senado] Eunício de Oliveira tem só no Estado de Goiás. É contra essa situação que nós temos que nos insurgir”, alerta.

Milhares de trabalhadores rurais ocupam nesta terça-feira (25), em todo país, fazendas ligadas a processos de corrupção ou a acusados de corrupção, para exigir a destinação das terras para assentamento de famílias. O MST também coloca a saída do governo atual e a convocação de eleições diretas como condição para a retomada da Reforma Agrária.

Desde a manhã desta terça, estão ocupadas as fazendas do ministro Blairo Maggi, no Mato Grosso, do presidente Michel Temer (em nome de Coronel Lima), em Duartina-SP, e do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, em Barra Mansa, no Sul Fluminense. Outras ocupações ocorrem nas regiões Sul e Nordeste.

“Está todo mundo assistindo essa tragédia do governo golpista que tomou de assalto o poder político e quer acabar com a reforma agrária. Fecharam MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], transformaram Incra num balcão de negócios do Partido Solidariedade, não há mais nenhuma política pública e ainda vieram com duas mudanças na lei, a primeira, quer privatizar os lotes e forçar nossa turma a vender uma terra conquistada com suor, lágrimas e muito sangue, e agora querem vender as terras dos próprios fazendeiros pro capital estrangeiro”, complementa Stédile no vídeo.

“Esse governo é uma vergonha, isso aí é um acinte, é para provocar qualquer cidadão. E nós do MST com toda a nossa tradição de luta, de 30 anos de estrada, não podemos nos acovardar diante de um governo corrupto, golpista, com data de validade já vencida. Por isso, a direção nacional do MST convoca todos os militantes para no dia 25 de julho, em homenagem ao Dia do Trabalhador Rural, fazermos uma grande jornada nacional e chacoalharmos esse país, denunciarmos esse governo, denunciarmos a Globo, denunciarmos o agronegócio, denunciarmos as fazendas que esses políticos corruptos compraram.”

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