Skip to content

Soja e derivados puxam exportações baianas em junho para aumento de 26%

11/07/2017

Foto: Manu Dias/GOVBA

As exportações baianas voltaram a subir em junho, pelo segundo mês consecutivo, alcançando US$ 629,8 milhões e crescimento de 26% comparadas a igual mês de 2016. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Os embarques foram puxados pelo chamado “complexo soja” (grão, farelo e óleo) com vendas de US$ 159,8 milhões e incremento de 198,6%. O volume exportado da oleaginosa alcançou 443,8 mil toneladas em junho, com um aumento de 141% sobre junho de 2016. Além da maior produção em relação ao ano passado, em que a produção sofreu perdas devido à seca, os embarques do produto, travados desde o fim de 2016 em razão da queda de preços, ganhou impulso, desde maio, graças à desvalorização do real em relação ao dólar.

Foram destaques ainda no mês as vendas de derivados de petróleo, que saltaram 209% na mesma base de comparação, alcançando US$ 31,1 milhões, e de papel e celulose, que cresceram 35,3%, a US$ 122,9 milhões. Com importante peso na pauta de manufaturados, as exportações de automóveis – diante da recessão interna, com queda na demanda e restrição ao crédito – também subiram 18,4% sobre junho do ano passado, a US$ 44,6 milhões.

Com os resultados de junho, as exportações baianas no primeiro semestre alcançaram US$ 3,67 bilhões, com incremento de 7,3% ante igual período do ano anterior. O desempenho positivo no semestre dá sequência ao comportamento visto nos últimos meses, em parte impulsionadas por melhores preços de commodities, pela recuperação da produção agrícola, assolada no ano passado por forte seca e ao câmbio mais competitivo, que melhorou as margens, dando maior competitividade às vendas de produtos manufaturados.

Importações – As importações também cresceram em junho 28,2%, atingindo US$ 569 milhões, ante o mesmo período do ano passado. O crescimento embora superior ao registrado nas exportações foi pautado na categoria “combustíveis”, que se elevou 193,2%, principalmente nafta e óleo diesel. Os combustíveis representam algo próximo a 37% do total importado pela Bahia em 2017.

As compras de bens intermediários tiveram um crescimento mais modesto, de 10,2% em meio à recuperação ainda fraca da economia e da atividade industrial. Já as compras de bens de capital, termômetro de investimentos no parque produtivo, voltou a apresentar queda, de 24,5%, agora pelo terceiro mês consecutivo, após longo período de crescimento.

No semestre, as importações acumulam US$ 3,45 bilhões, 11,7% acima de igual período do ano anterior. O desempenho positivo das importações no semestre deve-se a alta a reposição de intermediários pela indústria e, principalmente, a baixa base de comparação. No mesmo período de 2016, quando a crise se mostrou de forma mais aguda, as compras externas acusavam redução de 33%. Ainda que beneficiadas por um câmbio mais atraente que no mesmo período de 2016, as importações permanecem afetadas pela queda do nível de atividade, principalmente a indústria, que já recuou 8,2% até maio.

No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: