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Crime hediondo: médica que se recusou a atender criança deve ser presa

09/06/2017

Breno com os pais

Por Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil *

Uma testemunha, o motorista da ambulância, Robson Almeida, confirmou hoje (9) em depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro que a médica Haydê Marques da Silva, 59 anos, recusou-se a atender o bebê Breno Rodrigues Duarte de Lima, de 1 ano e sete meses. Breno morreu por broncoaspiração (aspiração de conteúdo gástrico que, além de causar diversas infecções pulmonares, obstrui as vias aéreas) na quarta-feira (7), uma hora e meia depois da recusa de atendimento da médica, que foi embora na ambulância que havia ido até a casa do paciente para socorrê-lo.

A monstra dentro da ambulância, rasgando prontuários e o pai com o menino.

A polícia investiga a morte de Breno e a médica responde, por enquanto, por homicídio culposo com aumento de pena por inobservância de regra técnica de profissão. Em seu depoimento, Lima disse que Haydê estava no início do plantão e não quis prestar atendimento quando soube que se tratava de uma criança.

“Enquanto anunciavam a nossa chegada, a doutora perguntou o nome do paciente, quando chegou na idade, ela começou a gritar comigo e colocou o dedo na minha cara, disse ‘vamos embora agora’, não vou atender criança nenhuma’. Achei um absurdo”, disse ele à imprensa do lado de fora da delegacia. “Uma médica estudada, formada, ter agido da forma como agiu. Se houvesse socorrido não teria morrido”.

Outras testemunhas também foram ouvidas nesta sexta-feira, entre elas, a técnica de enfermagem da empresa de emergência médica e um dos porteiros do condomínio onde a família mora.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio abriu sindicância para apurar a conduta da médica. A polícia teve acesse à imagens do circuito interno do condomínio que mostram Haydê dentro do veículo, rasgando papéis, e deixando o local sem descer do carro.

Para a mãe de Breno, Rhuana Lopes Rodrigues, a atitude da médica é inexplicável:

“Minha pergunta é: Por quê? Será que ela é mãe? Pois nenhuma mãe, mesmo que não fosse médica, não socorreria uma criança.” Breno, que sofria de uma doença neurológica, foi enterrado ontem (8) no Cemitério do Caju, na zona portuária da cidade.

A advogada da médica não compareceu à delegacia e a defesa não foi encontrada para se pronunciar sobre o caso. A Unimed-Rio, que autorizou a internação de Breno e enviou a ambulância, lamentou a morte do bebê e disse que tomará providências para descredenciar imediatamente o prestador do serviço da ambulância e empregador da médica, e que entrará na Justiça contra a empresa por causa da recusa de atendimento.

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