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Mau tempo no Paraná joga pra cima os preços do feijão

06/06/2017

Na Bolsinha de São Paulo, o mercado nesta terça-feira operou com as sobras de ontem. Foram ofertadas apenas 1,5 mil sacas que acabaram não sendo negociadas. O mercado segue bastante firme.

Ontem durante o dia o mercado permaneceu firme, pois poucos negócios foram realizados nas regiões produtoras, mas não foi por falta de mercadoria. É que quem tem feijão colhido não está vendendo, pois segue aguardando o melhor momento para fazê-lo.

Para o irrigante do oeste baiano é hora de plantar, com a previsão de déficit do produto no mercado para outubro e novembro.

Segundo o Notícias Agrícolas, na manhã desta segunda-feira (5), o preço do feijão voltou a reagir, com novos patamares de preços. De acordo com Marcelo Lüders, analista de mercado da Correpar, a situação só vem se agravando no Paraná e os produtores dizem que a colheita não valerá a pena.

No Paraná e no estado de Goiás, os negócios giram em torno de R$250 para o feijão carioca. Essas negociações abrem uma janela de oportunidade de comercialização para os produtores que ainda possuem área para colher.

A partir dos R$250, há uma influência muito grande da especulação, como aponta Lüders. Há um espaço para a valorização do feijão de boa qualidade durante o mês de junho. Com a situação do Paraná, o mercado passa a ser caótico, mas ainda é cedo para falar em uma situação parecida com a do ano passado, quando os consumidores precisaram fazer um esforço para consumir.

Desde o mês de fevereiro, já se sabia que haveria um déficit de mais de 20 milhões de toneladas e, posteriormente, um superávit. Se há uma perda de aproximadamente 18% a 20% no Paraná, isso significa que não haverá um superávit e, sim, um déficit para o mês de junho.

A terceira safra, ainda que tenha sido antecipada em certo grau, deve ser colhida nos meses de julho e agosto com uma possibilidade de chegar aos bons preços no mercado.

O produtor do Paraná e o setor vinham preocupados no momento do plantio, já que os números da Secretaria de Agricultura apontavam para uma área maior do que no ano passado. Entretanto, o estado perdeu em produtividade e em qualidade.

A Argentina, que seria a principal importadora de feijão preto para este primeiro semestre, não está em boas condições. No entanto, mesmo que esse feijão entre no país, não iria prejudicar os preços por aqui, que giram em torno de R$150 a R$160 para um feijão com qualidade inferior.

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