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Morte do delegado da PF deixa todos com pulga atrás da orelha

01/06/2017

Local da morte dos delegados

O delegado da Polícia Federal Adriano Antonio Soares, morto em uma casa noturna em Florianópolis, na madrugada desta quarta-feira (31), era responsável por investigar a morte do então ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, morto em janeiro num acidente de avião em Paraty-RJ.

 

Segundo informações do jornal Zero Hora, Adriano estava na companhia de outro delegado da PF, identificado como Elias Escobar, quando teriam sido mortos após desentendimento no local. De acordo com a publicação, Adriano era o chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis desde 2009 e era delegado da PF desde 1999. 

Em janeiro, ele assumiu o inquérito sobre o acidente aéreo que causou a morte do ministro Teori Zavascki, então relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Soares decretou o sigilo da apuração. As vítimas estavam em Florianópolis participando de um curso.

O caso da morte do delegado em uma casa de diversões pode ter 1.500 motivações diferentes, todas regadas – não necessariamente – por uma boa dose de destilados ou fermentados. No entanto, o fato desse policial estar investigando a morte do ministro Zavascki deixa todos com uma enorme pulga atrás da orelha.

Ninguém ignora que não existe uma congruência de ideias entre a maioria dos delegados da Polícia Federal frente ao grave momento político. Mesmo assim paira uma dúvida enorme no ar, que só poderia ser esclarecida pela chefia da PF. A alternativa é que os chefes e o próprio Ministério da Justiça calem-se para sempre sobre o assunto.

Leia, na íntegra, a nota enviada pela PF, que contradiz a informação que o Delegado estava à frente do inquérito sobre a morte de Zavascki:

A Polícia Federal lamenta a morte de dois delegados, ocorrida na madrugada de hoje (31/05) em Florianópolis/SC. Os dois atuavam em Angra dos Reis e Niterói, respectivamente, e estavam na cidade participando de uma capacitação interna. O falecimento dos policiais decorreu de uma troca de tiros em um estabelecimento na capital catarinense.

Neste momento de imensa tristeza, a Polícia Federal expressa suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos enlutados.

Sobre informações que relacionam um dos policiais mortos à investigação do acidente aéreo que vitimou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, a PF esclarece que o inquérito que apura o caso encontra-se em Brasília/DF, presidido por outro delegado, e apenas foi registrado em Angra dos Reis, local do fato”.

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