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Otimismo de Temer pelo fim da luta entre classes sociais é exagerado

11/05/2017

Quadro a Liberdade Guiando o Povo, de Éugene Delacroix. Símbolo das revoluções que se espalharam por toda a Europa após a Revolução Francesa.

No momento em que Luiz Inácio Lula da Silva lançava sua candidatura em praça pública, em Curitiba, depois de 5 horas de depoimento à Justiça Federal, no dia de ontem, o presidente Michel Temer conclamava, na televisão, os brasileiros contra a polarização da política, pela redução do ódio entre classes e pela paz.

O que Temer não falou foi que as medidas impopulares que tenta passar por um congresso comprometido com a classe empresarial,  está proporcionando um aumento da desigualdade entre brasileiros, com a evicção de direitos inarredáveis do trabalhador.

Lamentamos pelo sr. Temer, mas as diferenças de ideias entre o povo e os que ora estão entronizados no poder, fatalmente levarão à incitação do ódio e da convulsão social. E quando o povo se levanta, em ação transformadora, sobra muito pouco para os vendilhões da Pátria.

O Estado existe para aproximar as classes e promover a igualdade entre partícipes da mesma Nação. Os desvios dessa premissa, prevista inclusive na Constituição Cidadã de 1988, estão sendo jogados na lata do lixo da história, sem uma ampla discussão com a sociedade.

Veja o texto da Carta Magna em seu artigo 170:

Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

I – soberania nacional;
VI – defesa do meio ambiente;
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II – propriedade privada;
VII – redução das desigualdades regionais e sociais;
§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
One Comment leave one →
  1. Lobo permalink
    11/05/2017 12:13

    Ontem, o ministro Meireles, talvez por ato falho, talvez por já ter perdido a vergonha de admitir o que todos já sabem, falou com todas as letras que as taxas de juros devem diminuir no ano que vem, uma vez que os planos de previdências privados serão mais procurados pelos brasileiros. Previdência privada repito é o foco deles.
    Nada de muito surpreendente para esse governo, já que também temos um ministro da Saúde que vez ou outra desce o sarrafo na Saúde Pública universal, ao mesmo tempo que recebe em audiências, empresas de planos de Saúde.
    Voltando ao Meireles, como ex-presidente do BankBoston, evidentemente que está defendendo os interesses dos banqueiros, já a conta disso vai para o andar de baixo, incluindo aquela classe média que já se achava morando na cobertura.

    PS-Alguém se lembra da notícia de pouco tempo atrás de um certo Marcelo Caetano, homem forte da reforma da Previdência que tem vínculos antigos com a Brasilprev (empresa de previdência privada)?

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