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Comércio cai 4,6% em março. Supermercados, 13%. Combustíveis, 9,7%.

11/05/2017

O Governo Federal está matando a galinha dos ovos de ouro, o comércio, o setor que mais emprega. Estão fazendo diferença os programas sociais e o desemprego.

No mês de março, o comércio varejista registrou queda de 4,6% no volume de vendas quando comparado a igual mês do ano de 2016. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional. O comportamento negativo nos negócios também se verifica no varejo nacional que registrou a taxa negativa de 4,0%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano registrou taxa negativa de 2,3%.

A conjuntura adversa da atividade econômica ainda continua influenciando o comportamento do setor. Além de fatores como menor ritmo na oferta de crédito e restrição orçamentária das famílias, apesar do Índice de Confiança do Consumidor, da Fundação Getulio Vargas, registrar crescimento de 3,5 pontos em março, confirmando a retomada da trajetória de alta de confiança do consumidor.

Análise de desempenho do varejo por ramo de atividade

 Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a março de 2016, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento negativo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-13,0%); Combustíveis e lubrificantes (-9,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-8,0%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-7,2%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,0%).

Os segmentos de Livros, jornais, revistas e papelaria (48,5%), Móveis e eletrodomésticos (20,3%); e Tecidos, vestuário e calçados (2,4%) apresentaram variações positivas. No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variação negativa: Móveis (-15,0%), e o de Hipermercados e supermercados (-14,3%). O subgrupo de eletrodoméstico registrou variação positiva (20,4%).

Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento negativo das vendas na Bahia, por ordem decrescente têm-se, pelo segundo mês consecutivo: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; e Combustíveis e lubrificantes.

Em março, o comportamento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista foi determinante para a queda nas vendas do setor.

O declínio registrado se repete pelo vigésimo terceiro mês consecutivo. De acordo com o IBGE, além da redução da massa de rendimentos real habitualmente recebida e da elevação da taxa de desocupação em 2,8 pontos percentuais no período de jan-fev-mar/17, o segmento sofreu em março o efeito base. No ano passado a comemoração da Páscoa ocorreu em março, enquanto em 2017 foi comemorado em abril.

O segmento de Combustíveis e lubrificantes exerceu, na Bahia, o segundo maior peso para a queda verificada nas vendas. Esse comportamento continua sendo atribuído a alguns fatores como o menor ritmo da atividade econômica e à nova política de preços dos combustíveis, adotada em 2017, a qual os consumidores ainda estão se adaptando.

Comportamento do comércio varejista ampliado –  O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em março, decréscimo nas vendas de 2,0%, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 9,4%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou um suave crescimento nas vendas (1,6%) em relação a igual mês do ano anterior. Mas a variação positiva não conseguiu reverter a trajetória de queda registrada nos últimos meses. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 6,9%. Esse comportamento é justificado pelo menor ritmo da atividade econômica, na oferta de crédito e restrição orçamentária das famílias. Em relação ao segmento Material de Construção, as vendas no mês de março foram negativas em 9,1%, comparado ao mesmo mês do ano de 2016.

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