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Imprensa levanta suspeita de venda de sentenças no Tribunal de Justiça

31/03/2017

O jornalista Jairo Costa Jr, da coluna Satélite, publicada no jornal Correio*, veicula a seguinte nota:

“Trocas de mensagem por WathsApp, descobertas por investigadores da Operação Adsumus, revelaram indícios de negociação envolvendo venda de sentenças favoráveis ao empresário Roberto Santana no âmbito do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ).

As conversas estavam arquivadas em um smartphone recolhido durante cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos contra Santana em 2016. No primeiro diálogo, datado de 12 de junho do ano passado, o empresário é contactado por uma pessoa identificada apenas como Fabrício Tjba.

“Bom dia!!! Estava em Buraquinho, te liguei e só deu caixa. Ia te encontrar pra te passar a situação. Vamos fazer o seguinte: passe lá no TJ amanhã com (sic) sem falta!!! Agora, não pode passar de amanhã”, diz Fabrício.

“Diga que hora passo”, afirma Santana.

Em 5 de julho, Fabrício envia uma nova mensagem:

“O negócio já foi até para ser incluído em pauta, porém vão pedir para suspender até uma posição sua. Porém eles disseram que não tem (sic) como parcelar”.

“Então combine com eles o pagamento após acórdão confirmando tal decisão e os outros dois pontos fico na confiança”, responde Santana.

Antes da segunda conversa entre Roberto Santana e a pessoa registrada como Fabrício Tjba, os investigadores da Adsumus descobriram outra mensagem suspeita enviada para o WathsApp do empresário em 20 de junho de 2016 por um dos seus advogados. Nela, abaixo do título “cronograma”, constam quatro tópicos.

Em todos eles, aparece o número “25”, sucedido por referências típicas de andamentos processuais em segunda instância judicial :

“Quando sair a decisão monocrática no agravo suspender a liminar dada pelo juiz; quando sair o acórdão confirmando tal decisão; quando o acórdão transitar em julgado; quando o acórdão da apelação transitar em julgado”.

Se isso era uma mera suspeita das autoridades constituídas, até as velhinhas carolas da Missão do Aricobé já atestam, em suas rezas vespertinas, pela veracidade da tramoia.

2 Comentários leave one →
  1. jose de oliveira permalink
    01/04/2017 17:58

    Ainda existe alguém que tem dúvidas disso ?

  2. Maria permalink
    02/04/2017 9:04

    nao….. se investigar vai ter muito desembargador, juiz, promotor …

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