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Ministro da Agricultura é contra venda de terras de soja aos estrangeiros

10/03/2017

Foto de Marco Quintana, do Jornal do Comércio: Ministro abre a feira de Não Me Toque

Patrícia Comunello, de Não-Me-Toque, para o Jornal do Comércio – RS

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defendeu, nesta quinta-feira, em Não-Me-Toque, interior gaúcho, que as novas regras para compra de terras por estrangeiros tenham restrições na aquisição de áreas ocupadas por culturas anuais, como soja.

Maggi diz que a pasta está no grupo governamental que discute a mudança e que proporá limites para estes casos. Ao visitar a Expodireto, que termina nesta sexta-feira na cidade do Planalto, o ministro evitou antecipar taxas ou volumes de recursos que devem fazer parte do Plano Safra para o ciclo 2017/2018, previsto para ser anunciado em junho.

O chefe da pasta de Agricultura afirmou que não vê problema na liberação de compra nas culturas perenes, como cana-de-açúcar, café e florestas. “Mas para culturas anuais tenho preocupação”, admitiu Maggi.

“Pode ter um fundo de investimento comprando 10% das áreas com grãos. Se decidir não investir mais, imagina o que aconteceria com as indústrias em Não-Me-Toque, não venderiam mais máquinas”, alertou o titular do Mapa, que não considera que as terras no Rio Grande do Sul seriam alvo de aquisições.

Os fundos, lembrou, buscam extensões maiores, acima de 1 milhão de hectares. Para ele, pensar em extensões de 50 mil hectares, mesmo grandes, não são atrativas aos investidores estrangeiros. No Estado, a característica é de lotes menores, citou. Estados como Mato Grosso e Bahia estariam no cenário de risco.

Maggi não sabe quando o tema será anunciado. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deu prazo – em entrevista em 15 de fevereiro – de um mês para que as regras estivessem definidas. Maggi deu a entender que ainda há muita discussão para ser feita antes de anúncios.

Sobre as regras de custeio, o ministro desconversou e falou que comentar taxas poderia influenciar o setor. Com as notícias de supersafra, tanto no Estado como no País, Maggi afirmou que “o Brasil só não está de joelhos, porque o agronegócio está inteiro”. Para ele, além da safra recorde, os preços estão compensatórios, e as indústrias de máquinas sinalizam para crescimento de 20% a 30% no começo do ano, frente ao mesmo período de 2016.

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One Comment leave one →
  1. Lobo permalink
    10/03/2017 12:11

    Ou seja, ele sabe que o preço das terras irá para as alturas, retirando pequenos e médios produtores do negócio e por isso quer proteger apenas a sua turma.
    O acesso de estrangeiros somente servirá aos especuladores internacionais que transformarão as terras brasileiras em uma simples comoditie, sem necessariamente produzirem uma única plantinha ou engordarem um único animal, ou no pior dos cenários, a exportação por alguns países de colônias de cidadãos desses países que terão como única prioridade a produção para servir a sua nação ou no pior dos casos gerar movimentos nacionalistas, principalmente em terras nas fronteiras. Um perigo, não só econômico, como social e também de soberania. É cara deste governo sem compromisso nenhum com o país e seus cidadãos.

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