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4.000 caminhões perdidos no meio da selva amazônica. Motoristas passam fome e sede.

01/03/2017

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Mais de 4.000 caminhões carregados com soja estão parados num trecho de 50 km da BR 163, no Pará, a espera de obras emergenciais que permitam a passagem sobre longos atoleiros. Se não fosse a bondade de um dono de posto de combustíveis da região, os motoristas estariam passando fome e sede. Só hoje o Governo anunciou a chegada de alimentos em Itaituba, o porto para onde se dirigem os caminhões.

O Governo tenta substituir todo o leito da rodovia por cascalho para permitir a passagem em vários trechos. As perdas operacionais no transporte são enormes. Alguns calculam em 15 milhões de reais em 15 dias de interrupção da estrada.

estrada

 “Está tudo parado de novo, quem conseguiu sair nessa madrugada deu sorte”, relatou um caminhoneiro que ainda está no local. São mais de 4 mil motoristas de caminhão parados há mais de uma semana. Nesta quarta, deverão chegar cestas básicas ao local enviadas pelo Ministério da Defesa. 

Parte do trecho havia sido liberado no último final de semana, e as expectativas são de que a pista seja completamente liberada até a próxima sexta-feira, 3 de março, de acordo com informações do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

O chefe da pasta, Maurício Quintella, irá, inclusive, discutir o transporte da soja pela rodovia nesta quinta-feira (2) com algumas das principais tradings mundiais de grãos, incluindo a Amaggi, a ADM, Cargill, Bunge e a Cofco. “O objetivo será definir a estratégia logística que garanta a manutenção da trafegabilidade ao longo da rodovia durante o chamado inverno amazônico e o consequente escoamento da produção agrícola”, diz a nota do ministério publicada pela IstoÉ Dinheiro.

O governo federal informou que estima o prejuízo imediato das transportadoras esteja em cerca de R$ 50 milhões, podendo subir. Enquanto isso, a rodovia que espera asfalto há 41 anos, traz ao Mato Grosso e à toda cadeia produtiva prejuízos de aproximadamente R$ 2 bilhões ao ano. Com informações de Notícias Agrícolas, G1.globo e outros órgãos de comunicação locais.

 

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