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Exportações baianas tem um janeiro surpreendente

09/02/2017

As exportações baianas atingiram US$ 564,4 milhões em janeiro, 23,3% acima de igual mês do ano passado e 13,1% de dezembro último. A taxa de crescimento das exportações em janeiro é a maior desde 2012, quando alcançaram incremento de 35,4%.

Contribuiu para a alta a baixa base de comparação, o aumento do volume físico embarcado em 52,4%, principalmente de derivados de petróleo, celulose e petroquímicos e a recuperação dos preços de algumas commodities como petróleo, soja e minérios. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

O volume embarcado de derivados de petróleo cresceu 131,5% em janeiro, puxado principalmente pelos preços, que subiram em média 152,1% comparados a janeiro de 2016. A exportação de celulose também quase dobrou, com elevação de 77,2 %, enquanto que o volume de petroquímicos cresceu 49,3%.

Nos manufaturados, destaca­-se a venda de automóveis, com alta de 36,5% contra janeiro de 2016. O setor ajudou no crescimento de 14,3% na exportação de manufaturados. A elevação da exportação do setor automotivo é resultado do esforço da Ford para ocupar a capacidade ociosa, assim como a elevação da produção industrial de bens de consumo duráveis. O mercado colombiano foi o destaque do mês, absorvendo 34,2% das vendas da montadora.

As importações tiveram em janeiro a segunda alta mensal seguida, na comparação com mesmo mês do ano anterior, atingindo US$ 871,4 milhões, ou 183,3% acima de janeiro de 2016. Compras substancialmente maiores de combustíveis (nafta, óleo diesel e querosene) que cresceram 335%, além de fertilizantes (114%) e bens intermediários (38,4%), que formam o grosso das compras externas do estado, determinaram o expressivo crescimento das importações no mês.

As aquisições de bens de capital, que significam investimento e modernização, continuaram em crescimento pelo nono mês consecutivo. Em janeiro o aumento foi de 26%.

A recuperação das importações é um bom sinal que a atividade doméstica pode estar em um melhor patamar que em janeiro de 2016. A apreciação cambial verificada nos últimos meses também atuou no sentido de aumentar as importações, assim como o aumento dos preços do petróleo.

Se em janeiro de 2014 um jornalista versado em economia e política escrevesse um longo artigo para, num exercício de futurologia, descrever a atual situação do País, certamente seria internado em hospício e mantido em camisa de força em quarto acolchoado.

O Brasil era candidato a assumir a 5ª posição da economia mundial e até a revista Economist fez uma capa com a imagem do Cristo Redentor decolando.

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