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Câmara desmonta projeto de combate à corrupção

30/11/2016
Foto de Luís Macedo, da Agência Câmara

Foto de Luís Macedo, da Agência Câmara

A Câmara “dizimou”, nas palavras do próprio relator, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o projeto de combate à corrupção idealizado pelo Ministério Público Federal e entregue ao Congresso Nacional com o apoio de 2,4 milhões de pessoas.

Das dez medidas propostas inicialmente, só três se salvaram: a criminalização do caixa dois, a exigência de que os tribunais de Justiça e o Ministério Público informem o tempo de tramitação dos processos e identifiquem as razões da demora em seus julgamentos e o aumento da punição para crime de corrupção (qualificado como crime hediondo a partir de 10 mil salários mínimos – R$ 8,8 milhões em valores atuais).

Embora tenham desistido de aprovar a anistia ao caixa dois, como tramavam na semana passada, os deputados retiraram diversos pontos previstos no relatório de Onyx, como a criminalização do enriquecimento ilícito, o estabelecimento de uma recompensa para o chamado “reportante do bem”, aquele que denunciasse irregularidades, o aumento do prazo de prescrição dos crimes e a mudança na contagem de seu tempo – a partir do oferecimento da denúncia, e não mais pelo seu recebimento.

Também foram excluídas as regras sobre o acordo de leniência e a responsabilização dos partidos políticos e dirigentes partidário por atos cometidos por políticos filiados às legendas.

Por outro lado, o plenário incluiu a tipificação do crime de abuso de autoridade para magistrados e integrantes do Ministério Público. Ainda pela madrugada, o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, protestou contra a mudança. “Está sendo aprovada a lei da intimidação contra promotores, juízes e grandes investigações”, protestou no Twitter.

O relatório da comissão especial foi aprovado no final da noite de ontem por 450 votos a 1, com três abstenções. Em seguida, porém, os deputados passaram a votar os destaques que desfiguraram o texto. Todos os destaques foram aprovados com folga de mais de 100 votos. Durante a votação, Onyx protestou contra a manobra dos colegas, mas foi vaiado inclusive por colegas de partido. Conteúdo do Congresso em Foco, editado por este jornal.

3 Comentários leave one →
  1. Lobo permalink
    30/11/2016 14:23

    Enquanto isso, na Esplanada, a ausência dos batedores de panela e usuários das camisas amarelinhas da CBF foi bastante notada, talvez por que a corrupção no país acabou com a derrocada do partido da estrelinha e sua impitimada presidente? Já os zumbis adoradores do Bozonaro estavam como sempre do lado errado da força, protestando contra o protesto.

  2. O Observador permalink
    30/11/2016 14:26

    Inclusive com a ajuda da bancada do PT e do PC do B! Os partidos que votaram a favor da matéria com mudanças foram:PDT, PT, PMDB, PR, PSDB, PP, PRB, SD, PCdoB, PSB, PTB, PSC, PEN, PSD, PTN, PTdoB e PSL

    • adonias permalink
      30/11/2016 15:34

      Praticamente toda corja votou, isso pq não sobra ninguem honesto naquele cabare

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