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AIBA contesta reportagem sobre capacidade de expansão do Matopiba

23/11/2016

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Áreas agrícolas no Maranhão e Tocantins

Áreas agrícolas no Maranhão e Tocantins

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A Associação de Agricultores e Irrigante da Bahia (Aiba) recebeu com surpresa o resultado de uma pesquisa realizada pela consultoria Agroicone e publicada no jornal Valor Econômico, na edição da última segunda-feira (21), intitulada de “Matopiba está perto do limite, diz estudo”. Nos causa estranheza dois fatos: os números apresentados, que divergem totalmente dos dados oficiais; e a ausência de uma fonte regional na matéria, que possa falar com conhecimento de causa de quem vive a rotina local.

Os números apresentados não condizem com a realidade do Matopiba. A Associação acredita veementemente que tal equívoco tenha ocorrido em função de os pesquisadores e as fontes ouvidas desconhecerem a realidade da região, e se basearem em dados prematuros, tomando como base apenas os últimos quatro anos, cuja produtividade foi comprometida em função de problemas climáticos ocasionados pelo fenômeno El niño.

Ao contrário do que foi divulgado, a área total cultivada em todo Matopiba é de 73 milhões de hectares, sendo 66,5 milhões de hectares no bioma cerrado. Somente no Oeste da Bahia, há mais de 3 milhões de áreas de cerrado agricultáveis disponíveis para serem incorporadas às áreas produtivas já existentes. Tudo isso, respeitando o Código Florestal, cuja legislação ambiental é uma das mais rígidas do mundo.

De acordo com o último levantamento da Conab e do IBGE, a região Nordeste do país superou o Sudeste em produção de alimentos. Das 18,6 milhões de toneladas produzidas, boa parte é oriunda do Matopiba, o que reforça a tese de que esta fronteira agrícola encontra-se em franca expansão.   

Levando em consideração essas informações, a Aiba convida o Instituto Agroicone e o Jornal Valor Econômico a conhecerem melhor a região e o seu potencial, bem como o nosso banco de dados, que contém o histórico de mais de duas décadas e não apenas dos anos recentes, que é insuficiente para construir tal diagnóstico.

A AIBA tem razão: na semana passada, os editores de O Expresso realizaram um tour de mais de 2.400 km, passando por regiões como Bom Jesus, Uruçuí, Balsas, Riachão, Carolina, Araguaína, Palmas e Porto Nacional. O potencial produtivo da região, embelezado pelas primeiras chuvas da estação, salta aos olhos do mais desavisado dos viajantes.

A região mais ao Norte é incentivada pelas facilidades de exportação através da ferrovia Norte-Sul e pela aquavia que se está construindo no rio Tocantins. Sem considerar a abundância energética dos rios Tocantins, Araguaia e Tapajós.

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