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Helicoverpa ataca soja recém-germinada no Mato Grosso

19/10/2016
A situação é considerada “crítica” a noroeste de Cuiabá, no Mato Grosso. O coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura, Wanderlei Dias Guerra, qualificou assim as condições da lavoura no município de Sapezal ao encontrar lagartas Helicoverpa armigera sobre a sojinha recém-plantada, mesmo com a adoção do vazio sanitário, que acabou no dia 15 de setembro.
 
“Encontramos até seis lagartas de Helicoverpa por metro linear de soja nos primeiros ínstares. A lavoura está no estádio V1 para V2 (desenvolvimento vegetativo) e tinha milho na entressafra. O controle precisa ser feito para evitar que a situação se complique”, relatou Guerra ao Diário de Cuiabá.
 
O coordenador do Mapa está desde o mês passado alertando sobre a grave situação naquele estado, ao acompanhar in loco os relatos e fotos. Ele afirma que, além das lagartas, existe já muita postura de ovos e mesmo mariposas. O especialista frisa que não se trata de “terrorismo”, mas que se a Helicoverpa armigera “escapar ao controle, vai causar sérios prejuízos quando o estádio da planta for o da formação dos grãos. O Monitoramento constante propiciou esta descoberta e, certamente, os controles serão eficientes, pois o produtor está preparado”.

“O que destaco como mais sério dessa questão é o tamanho da lagarta. Vemos que ela tem mais de 15 dias (final de setembro) enquanto que a sojinha atacada não tinha nem cinco dias. A lagarta já está saindo adulta, o que dificulta ainda mais o controle. Nessa condição a praga se alimenta dos cotilédones da planta”, explica Guerra.
 
Ele orienta os agricultores: “Monitoramento. Essa é a palavra de ordem, tanto para quem acabou de plantar para como para quem ainda aguarda por chuvas para dar início à nova safra. O monitoramento permitirá, ao se detectar as lagartas nos primeiros instares (até 1cm), que o produtor use produtos à base de Bt e vírus, pois é neste momento que eles são eficientes e ajudam a manter a população de inimigos naturais. E é graças ao monitoramento no campo que pudemos detectar o problema nas lavouras e, assim, fazer os alertas em tempo hábil para todo o país”. Foto: Wanderlei Dias Guerra. Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
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