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Granflor comemora resultados da edição 2016 do Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais

18/10/2016

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No próximo dia 31 de outubro, a Granflor Agroflorestal concluirá a quarta fase do seu  Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais no Oeste da Bahia, e a edição 2016 da iniciativa já é considerada um sucesso. Nos últimos dias 8 e 9, foram realizados os encontros anuais com as comunidades de Macambira, em Cotegipe, e Buritizinho, em Mansidão, que juntos somaram em torno de 700 participantes, com ênfase nas crianças e agricultores familiares.

Alternativas ao uso do fogo foram trabalhadas em oficinas ministradas pelo Senar/Sindicato do Produtores Rurais de Barreiras, e noções de higiene e saúde bucal, passadas pela equipe da Coife Odonto. Os eventos tiveram ainda a participação e apoio do IBAMA/PrevFogo, Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia–INEMA, Universidade Federal do Oeste da Bahia – UFOB, prefeituras de Cotegipe e Mansidão, Rádio Barreiras e União dos Municípios do Oeste da Bahia – UMOB.

O Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Granflor no Oeste da Bahia, criado em 2013, tem como meta conscientizar a população urbana e rural para os riscos das queimadas, que se agravam nos meses mais quentes e secos do ano, agosto e setembro, e nos que antecedem as chuvas, em outubro. O carro-chefe da campanha é o programa de rádioMinuto Sem Fogo, que, este ano, começou no dia 1° de setembro e prossegue até 31 de outubro. Tratam-se de spots de um minuto de duração que abordam de maneira simples e direta as causas e consequências dos incêndios florestais, e tem como mote a frase “Fogo no mato é destruição, fogo bom é no fogão”, que já caiu na boca do povo, nas localidades ribeirinhas.

De acordo com o gerente de Operações da Granflor, Alexandre Araújo, a prática de técnicas arcaicas de agricultura e pecuária impelem os ribeirinhos a colocar fogo no mato na crença de que assim as pastagens rebrotam com mais vigor. A ação de caçadores também intensifica o problema.

“Na rádio e nos encontros, temos conscientizado as populações de que isso traz mais prejuízos que benefícios, e mostrado as alternativas ao uso do fogo”, afirma. Ele explica que a ideia de criação da campanha surgiu de um problema real que a empresa enfrentava todos os anos, a incidência de fogo nas áreas da fazenda, compreendida entre os municípios de Cotegipe, Mansidão e Riachão das Neves.

“Fizemos estudos e diagnosticamos que a origem do problema estava na beira dos rios, e que a ação dos ventos e as condições edafoclimáticas contribuíam para que o fogo chegasse a nós”, lembra Araújo.

Laços estreitados

Trabalhar a vizinhança, através da difusão de informação e tecnologia, foi a maneira que a empresa encontrou para minimizar os riscos. “Estamos colhendo excelentes resultados. Não sabemos quantificar se, e o quanto, os focos de incêndio diminuíram, mas hoje sabemos que as denúncias e alertas aos órgãos competentes aumentaram na microrregião em que atuamos e isso tem sido muito importante”, diz Alexandre Araújo. Ele ressalta que as iniciativas reforçaram os laços com essas comunidades, trazendo benefícios mútuos para a empresa e os ribeirinhos.

“Iniciativas como esta da Granflor são agregadoras para a toda a sociedade. Ajudam a suprir lacunas do Poder Público, e podem contribuir para o desenvolvimento do nosso país”, afirmou o professor-doutor da UFOB, Ricardo Reis, que este ano apresentou para as crianças locais o personagem “Capitão Combate” e seu inimigo “Foguinho”, que protagonizaram uma aventura educativa no almanaque desenvolvido em parceria com a Granflor, com apoio do Ministério Público, distribuído para crianças e jovens locais.

Oficinas

Apresentar alternativas ao uso do fogo é uma das metas dos encontros com as comunidades ribeirinhas. Este ano, o tema escolhido foi a compostagem, técnica que transforma resíduos orgânicos em adubo, ajudando a tornar o solo mais fértil e a diminuir o volume de lixo nas comunidades, que ainda sofrem com a falta de coleta regular.

“É um conceito barato e simples de executar., Com materiais que as pessoas têm em casa, pode-se substituir as queimadas se o objetivo é melhorar o solo”, explica Tiago Oliveira, especialista do Senar, parceiro da Granflor através do Sindicato Rural de Barreiras.

Isabel Cunha, especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos do INEMA, considera que a ação da Granflor é uma semente que tem de ser plantada. “A ideia de que a gente tem que cuidar do que é nosso, e de que existem métodos para fazer isso, muda muita coisa. O importante é que o tema está sendo trabalhado de geração a geração, com foco dado às crianças”, disse.

Para o também especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos do INEMA, Michael Pereira, a parceria entre empresas e Poder Público é fundamental. “Ninguém consegue fazer tudo sozinho. O que a gente conclui pelas respostas da comunidade nas perguntas feitas durante as apresentações é que este trabalho já está dando frutos. Os conceitos já estão sendo absorvidos”, afirmou.

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