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Capital e Região Metropolitana do Piauí envoltas em vórtice de fogo

15/10/2016
  • Foto Thiago Amaral/Cidade Verde

    Fogo de queimadas ameaça condomínio de casas em Teresina, na quinta-feira (13)Fogo de queimadas ameaça condomínio de casas em Teresina, na quinta-feira (13) Conteúdo do Estadão e UOL.

O Estado do Piauí está enfrentando uma sequência de incêndios que atinge principalmente a capital, Teresina, e cidades vizinhas. As ocorrências se tornaram mais frequentes desde o início desta semana, e as chamas se aproximaram de áreas residenciais, fazendo com que alguns moradores tivessem de sair das suas casas após perder pertences queimados. Em razão da quantidade de chamados, o Corpo de Bombeiros montou uma “fila de espera” para atendê-los de acordo com a capacidade.

Segundo informações do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), 863 focos de incêndio foram registrados no Estado entre o último domingo (9) e esta sexta-feira (14). A maioria dos casos aconteceram em Teresina (69), Palmeirais (48) e São Pedro do Piauí (43). Em todo o mês, foram 1.186 focos, o que coloca o Piauí como o quarto Estado com maior número de registros no país, atrás do Maranhão(2.908), Pará (2.016) e Tocantins (1.293). No ano, 5.439 focos foram identificados pelo satélite, menos da metade do que aconteceu no mesmo período do ano passado (11.127).

A situação levou o governo do Estado a montar uma força-tarefa, pedindo auxílio do Exército, que emprestou carros-pipa para combate às chamas. Mesmo com o reforço de bombeiros de folga, o efetivo total da corporação piauiense é composto por apenas 60 pessoas, que atuam nas zonas urbanas e rurais de Teresina. Para a administração, o período de baixa umidade somado à vegetação seca fazem dos terrenos baldios e matas nativas “campos de propagação das chamas”. Somado a esses fatores, segundo o comando do Corpo de Bombeiros, o uso da técnica de queimada para a limpeza de terrenos é um dos principais causadores dos focos de incêndio.

“O momento se tornou propício para a propagação das chamas em razão da baixa umidade relativa do ar e da elevada temperatura, com ventos mais intensos que o normal. Somado a isso, temos a cultura de utilização de queimadas seja para se livrar de lixo, limpar mato de terrenos baldios e também nas zonas rurais na agricultura”, disse o major José Veloso. “Em alguns locais, a situação fugiu do controle, pondo em risco as pessoas e o patrimônio delas. Estamos vivendo uma situação atípica.”

O oficial relatou o chamado de ao menos oito ocorrências no interior, que, como não contam com efetivo próprio, entram para a “lista de espera” da corporação. “Vamos avaliando e atendendo de acordo com a nossa capacidade”, disse.

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