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Redução de verbas para Educação, principal item de mortalidade de jovens no País

25/07/2016

atlas capa

O Instituto de Pesquisa Aplicada e o Fórum Brasileiro da Segurança Pública editaram o Atlas da Violência 2016, publicado em março, onde tratam do aumento da taxa de mortalidade violenta no País e da diversa gama de causas prováveis do incremento da violência.

Daniel Cerqueira, pesquisador do IPEA, diz que entre as causas mais relevantes do aumento do número de homicídios estão as drogas, a desagregação da família, mas principalmente a redução de investimentos, nas últimas três décadas, em educação de qualidade.

Daniel Cerqueira sublinha que cada vez jovens mais jovens estão morrendo (redução de 25 para 21 anos), fato que leva a 1/3 de todas as mortes violentas do País aconteceram nessa faixa de idade.

E complementa com um dado estarrecedor:

Em municípios onde se consegue segurar 1% a mais de jovens ano na escola (teto de 17 anos para o abandono) os homicídios dessa faixa etária cai 2%. Essa constatação veio da análise focada dos 81 municípios mais violentos, em bairros mais pobres com escolas de péssima qualidade.

Essa morte de jovens tem um custo, estimado pelos pesquisadores nos avantajados números de 1,5% do PIB brasileiro:

No Brasil, a morte violenta de jovens cresce em marcha acelerada desde os anos 1980. Segundo Cerqueira e Moura (2013), o custo de bem-estar associado à violência letal que acomete a juventude alcança 1,5% do PIB a cada ano.

tentativa_de_homicidio

Nordeste, crescendo em violência.

Em 2014, pelo menos 59.627 pessoas sofreram homicídio no Brasil, o que elevou nossa taxa para 29,1 mortes por 100 mil habitantes.

Trata-se de uma situação gravíssima, ainda mais quando notamos que mais de 10% dos homicídios do mundo acontecem em solo nacional.

Desde 2004, a evolução da prevalência de homicídio tem se dado de maneira desigual no território.

Enquanto oito unidades federativas lograram diminuição em suas taxas, em outros seis estados o aumento das taxas foi superior a 100%, sendo que a maioria deles é situada no Nordeste.

Um ponto interessante a notar é que naqueles estados em que se verificou queda dos homicídios, políticas públicas qualitativamente consistentes foram adotadas, como no caso de São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Apesar da taxa de mortes violentas na Bahia, assim como em todo o Nordeste, estar crescendo em proporção assustadora, a região de Barreiras é considerada uma ilha de paz, a segunda mais pacífica do País.

O Expresso publica a integralidade do Atlas, que pode ser acessado clicando aqui.

Barreiras, região pacífica

Atlas regiões pacíficas

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