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“El Niño” mais feroz de todos os tempos ainda causa prejuízos

10/02/2016

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O fenômeno “El Niño” que causa secas na faixa equatorial do planeta há 3 anos e chuvas torrenciais nas zonas temperadas, continua causando danos às cidades e campos de todo o mundo. Ele é maior ainda que o fenômeno de 1998. A mancha de águas aquecidas no Pacífico Central, nestas imagens da NASA, dão uma ideia do que está acontecendo.

A agricultura do Oeste baiano sofreu muito com a seca nos meses de outubro, novembro e dezembro. A soja de sequeiro em sua maioria está enchendo o grão e os agricultores que possuem equipamentos do tipo pivô já estão começando a irrigar, depois de 10 dias sem chuvas substanciais na região. As sojas precoce, plantadas sob irrigação, já estão sendo colhidas.

Neste domingo o reservatório de Sobradinho, que é mantido sob vazão mínima em suas turbinas, já alcançou 17% de sua capacidade. Mesmo que chova muito pouco no final de fevereiro e março, deveremos entrar no período de estio, em abril, com o rio São Francisco em melhores condições do que em 2015, quando estava com apenas 20% de sua capacidade.

Atualmente a maior barragem do sistema Chesf gera energia com apenas duas das seis máquinas porque a crise hídrica não permite maior produção da usina. O volume total do reservatório de Sobradinho é de 34 bilhões de metros cúbicos, sendo 28 bilhões metros cúbicos utilizados para a geração de energia, quando a situação hídrica é normal. A capacidade de geração é de 1.050 megawatt (MW) em condições de plena produção.

Prejuízos na colheita do Paraná

O excesso de chuva nos últimos três meses levou embora parte do lucro dos produtores de soja da região norte do Paraná. A previsão do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado ao escritório regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), é que as perdas com o grão cheguem a 15% até o final da colheita em relação a outras safras com clima normal. Até o momento apenas 2% dos 291 mil hectares de soja foram colhidos na região.

Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Sérgio Carlos Empinotti, apesar da queda de produção e dos prejuízos, a colheita está sendo considerada boa para os produtores. “Nos anos anteriores, a safra foi excepcional, com alguns produtores colhendo até 200 sacas por alqueire (2,42 hec), bem acima da média da região que é de 135 sacas. Porém quem colheu 180 sacas na safra passada nesse ano deve colher em média 150 sacas”, completa Empinotti. 

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