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Porto Alegre abalada pelo grande vendaval de sexta-feira

31/01/2016

A Capital gaúcha ainda se encontra em grande parte sem fornecimento de água; pontos localizados permanecem sem energia e funcionários da Prefeitura ainda lutam para retirar a madeira de mais de 500 árvores que pereceram no vendaval. O Parque da Redenção, na zona central de Porto Alegre, perdeu um grande número de árvores centenárias. Os danos em prédios residenciais e comerciais são inúmeros. Os ventos que inicialmente se calculou a velocidade em torno de 100 km/h, podem ter atingido, em determinados momentos, mais de 150 km/h.

Estragos causados pelo temporal

A maior parte dos bairros de Porto Alegre encontra-se sem fornecimento de água após o temporal atípico que atingiu a cidade na noite de sexta-feira (29). Dos seis sistemas de abastecimento da cidade, apenas um está operando, informou o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) às 10h de hoje (31).

Voltou a chover forte hoje (31) no Rio Grande do Sul, enquanto equipes da prefeitura, dos bombeiros e do Exército tentam recuperar os estragos provocados pelo temporal.

Em torno de 85 mil pessoas continuam sem energia elétrica na capital gaúcha, segundo a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), devido à queda de mais de 300 árvores.

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A prefeitura continua a recomendar que as pessoas não frequentem parques ou saiam às ruas em que houve corte de energia, para evitar choques provocados por fiação rompida.

O Sistema de Vigilância Meteorológica de Porto Alegre (Metroclima) registrou queda de 55,6 milímetros (mm) de chuva entre 0h e 9h de hoje, mais da metade da média para todo o mês, de 100 mm.

O tempo permanece instável ao longo do domingo, mas o Metroclima, no entanto, disse ser improvável que volte a ventar como na sexta-feira, quando a cidade foi atingida por um dos piores temporais da história recente, segundo o órgão, com rajadas de até 119,5 km/h. De acordo com conclusões preliminares do Metroclima, Porto Alegre foi atingida na sexta por um macroburst, fenômeno meteorológico incomum na região, no qual uma forte corrente descendente de vento se espalha de modo radial a partir de um ponto central, sendo capaz de gerar rajadas tão fortes e destrutivas quanto as de um tornado intenso.

O Exército disponibilizou 40 homens para auxiliar na retirada das árvores que derrubaram postes, e seis equipes dos bombeiros foram deslocadas do interior do estado para ajudar nos trabalhos em Porto Alegre.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) de Porto Alegre informou, por meio das redes sociais, que 31 semáforos continuam apagados na capital.

“O cenário parece de guerra. É hora de buscar soluções. E todos estão trabalhando pra isso”, disse o prefeito em exercício de Porto Alegre, Sebastião Melo, em coletiva de imprensa na manhã de hoje.

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