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Correntina se levanta contra grandes projetos agrícolas no Município

07/11/2015

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A população de Correntina fez uma grande manifestação, na manhã de hoje, pela preservação dos rios e mananciais do Município e do aquífero Urucuia. Pelas mensagens que recebemos na redação, oposição e situação política do Município estão unidas no movimento ambiental. Um manifesto, em forma de decreto, foi enviado às autoridades do Estado e da Federação, divulgando os ideais preservacionistas no Município como forma de enfrentar o desmatamento de grandes áreas e a retirada de água para irrigação no lençol freático profundo, rios e córregos.

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Veja o manifesto:

Decreto do Povo Correntino

O povo correntino, no uso dos direito garantidos na Constituição da República Federativa do Brasil, em especial o parágrafo único do seu art. 1º, e,
CONSEIDERANDO que as ações atrópicas têm influenciado em muito para o processo de aquecimento global, dentre os quais se destacam os desmatamentos;
CONSIDERANDO que o Cerrado é o sistema biogeográfico mais antigo da América do Sul e que se encontra em seu clímax evolutivo;
CONSIDERANDO a magnitude dos mega empreendimentos que ora estão chegando para os municípios do Oeste baiano, em especial Correntina, notadamente: Mizote; Desvio do Rio Guará; Sudotex; Agro Brasil (holandeses) e Universo Verde (chineses);
CONSIDERANDO que a vazão dos rios do Oeste, em especial o Rio das Éguas, caiu drasticamente nos últimos anos, sem perspectivas de retorno às vazões anteriores;
CONSIDERANDO os modelos de irrigação adotados nos gerais, especialmente o pivô central, que são capazes de gastos intrigantes;
CONSIDERANDO que no Oeste chegam 120 grandes carretas de veneno mensalmente para ser derramadas em nossos rios;
CONSIDERANDO que as gerações de agora e do porvir têm direito a um ambiente saudável e equilibrado;
CONSIDERANDO que o meio ambiente é direito difuso, podendo qualquer pessoa lutar por ele,


DECRETA:
Art. 1º – Fica decretada a suspensão imediata de todas as autorizações de supressão vegetal e outorgas d’água para o mega empreendimento Sudotex, e todos os demais de mesma proporção do município de Correntina;
Art. 2º – Fica decretada a criação do Parque Nacional (Velha da Galinha) para a proteção do município de Correntina e bacia do Rio Corrente;
Art. 3º – Fica decretado o fim da permuta de reserva legal obrigatória e esta será fixada dentro do perímetro de cada propriedade/fazenda em Correntina e Bacia do Rio Corrente;
Art. 4º – Ficam terminantemente proibidas a mutreta, a pistolagem, a grilagem de terras públicas e a invenção de falsas escrituras;
Art. 5º – Fica decretada a imediata instauração de Ação Discriminatória Administrativa Rural em todo o município de Correntina e na Bacia do Rio Corrente;
Art. 6º – Fica decretada a imediata suspensão de todas as outorgas e licenças concedidas por quaisquer órgãos do Município, do Estado e da União aos mega projetos: Sudotex (no Rio das Éguas), Desvio do Rio Guará; Desvio do Rio Arrojado (Agro Brasil – holandeses); empreendimento Barra Velha/Mizote; e Universo Verde (chineses);
Art. 7º – Fica decretado o fim da exportação de commodities (água doce sob a forma de grãos);
Art. 8º – Fica decretada a moratória geral e irrestrita para o Cerrado da Bacia do rio Corrente e Oeste Baiano;
Art. 9º – Fica decretada a criação do Fórum Permanente de Meio Ambiente, onde o povo correntino tomará em suas mãos o seu destino, especialmente no que tange as questões de política ambiental, social, econômica e cultural;
Art. 10 – Este decreto entra em vigor nesta data e será reeditado por quantas gerações assim o quiser, garantido a vida da atual e das futuras gerações.

16 Comentários leave one →
  1. De olho permalink
    07/11/2015 16:02

    Grandes projetos que enriquece a poucos, porém traz prejuízos para todos. A diferença é que os que estão ricos, depois de ricos às custas da devastação podem ir para qualquer lugar praticar os mesmos atos, já a população local, tem que aprender a viver com a desvastação. Aqui em lem isso já é visível, a cada ano as chuvas diminuem mais e alguns fazendeiros já começam a migrar para outros estados como é o caso do Piauí. Os rios da região além de sofrerem com a falta de chuva são sangrados por vários pivores em sua extensão. Será que tudo isso vale a pena?

  2. Tarique permalink
    07/11/2015 19:22

    parabéns o povo de Correntina e em especial os movimentos sociais que sempre esta a frente das lutas do nosso povo.

  3. 08/11/2015 21:45

    Mais uma vergonzante para a Bahia por conta da asociación espuria do secretario de meio ambiente Spengler.

  4. ex. eleitor permalink
    09/11/2015 8:06

    Povo unido jamais será vencido, não vamos deixar que acabe com os rios de nossa região. As autoridades INCOMPETENTE precisa agir.

  5. João permalink
    09/11/2015 8:43

    Parabéns pelo movimento, o desmatamento avança pelos áreas próximas às nascentes sem nenhum controle, causando forte erosão e assoreamento, principalmente nos terrenos mais íngremes. Por outro vejo como benéfica a irrigação na medida em que se consegue produzir muito mais em uma mesma área de terra. Assim, mil hectares irrigados podem produzir o equivalente a três mil hectares de sequeiro, e por isso, em tese, poderiam ser evitadas que duas mil hectares fossem desmatadas. A água que é utilizada na irrigação, por outro lado é devolvida ao solo.

  6. Adelar Pizzatto permalink
    09/11/2015 11:34

    Maradona, bom dia!

    Tal como você sou adepto da ecologia e toda e qualquer atividade que seja sustentável.
    Entendo como sustentável o que pode se repetir para sempre (penso sempre num horizonte de 1000 anos).
    Sou Engenheiro Agrônomo, fui professor de química para o ensino médio e de matemática para a faculdade.
    Fico feliz de ver que está muito preocupado com a longevidade e qualidade da água do Rio Correntina, preocupação também minha.
    Não conheço a Fazenda Sudotex, mas baseado nas suas informações, sinto-me na obrigação de alertá-lo para um simples dado. Basta apenas um dia de chuva na Fazenda Sudotex para repor toda a água retirada do lençol freático para encher todos os 10 tanques.
    Vamos aos cálculos:
    A precipitação num dia normal de chuva varia de 20 a 50 mm.
    Vamos supor que seja de 30mm.
    Destes 30 supomos que 15 mm sejam evaporados ou transpirados (absorvidos pelas raízes).
    Então 15 mm seriam percolados (descem para o lençol freático).
    Considerando que 1mm de chuva em 1 m2 equivale a 1 litro.
    Considerando a área da fazenda de 13.000 ha
    Considerando que 1 ha = 10.000 m2
    Área da fazenda = 130.000.000 m2
    Volume percolado = 15 mm x 130.000.000 m2
    Volume percolado = 1.950.000.000 Litros

    Este é um cálculo matemático muito simples que qualquer um pode fazer ou comprovar.
    Pense que com as afirmações que você fez de que o enchimento destes reservatórios podem secar o Rio Correntina, muitas pessoas que ainda não fizeram este cálculo darão a vida por esta causa, o que eu também faria se fossem verdadeiras as suas afirmações.
    Cedo ou tarde as pessoas farão este cálculo e poderão se sentir enganadas. Pensar que de certa forma foram usadas.
    Sei que tem pretensões eleitorais (legítimas). E você sabe que não há eleitor pior que aquele que se sentiu enganado.
    Sou um aliado para lutar pela longevidade e qualidade do Rio Correntina e de todos os outros do oeste Baiano, mas como você mesmo falou, que seja feito um estudo técnico de impacto ambiental.
    Conte comigo.
    Adelar Pizzatto
    adelarpizzatto@hotmail.com
    (62) 99179479 vivo e whatsapp

    PS. Favor me avisar se recebeu esta mensagem

    • 12/11/2015 18:57

      Caro, Adelar Pizzatto.
      Vamos aos fatos? A matemática “simples” feita por você, pode até dar embasamento para o governo do estado Bahia, que visa unicamente os ganhos financeiros que a instalação desses grandes empreendimentos fornecem, mas mesmo para o povo “leigo” da cidade de Correntina fica bem claro o quanto essas equações não compactuam com a realidade. Você argumenta que a quantidade de água necessária para encher todos os tanques construídos pela Sudotex são repostos com apenas um dia de chuva, pois bem; tenho algumas observações a respeito do assunto:

      Você afirma que de toda água que cai da chuva em um terreno de 13.000 ha, 50% é absorvida pelo solo e retorna aos lençóis freáticos, essa conta está ERRADA. Essa proporção de 50% só é observada em solos onde o bioma encontra-se preservado, onde existe devastação de solo o único produto das chuvas é a lama. Essa lama escorre pelo terreno devastado e vai cair nos nossos rios, provocando um fenômeno muito conhecido chamado assoreamento. O assoreamento constante dos rios é provocado pela falta de vegetação nativa e provoca a diminuição da vazão dos rios, além de levar, junto com toda a areia, subprodutos tóxicos usados para o controle de pragas na plantação.

      Bem, finalizando, eu te digo pra ter cautela com suas palavras, pois seus argumentos, como eu disse acima, só tem valor para os governantes desse estado. A população correntinense não é boba, um diploma ( que advoga a favor do dinheiro) de agrônomo e meia duzia de contas não te dão credibilidade para contrariar fatos que são observados e sentidos há anos pela nossa população.

      Obrigado!
      att: Daisy Caires da S. Neves
      daisycaiires@gmail.com
      (62) 8556-9502 (oi/whatsapp)

  7. De Olho permalink
    09/11/2015 11:57

    Muito interessante essa sua argumentação Sr. Adelar Pizzatt, porém você fez cálculos com uma chuva que nem sabe se vai cair e que todos os anos está diminuindo, e se cair é em 4 meses do ano, e o pivor é utilizado todos os dias por no mínimo oito meses. Se a nossa média pluviométrica é de 2.000ml por ano, isso dividido por 4 meses, nos dá cerca de 15ml por dia de chuva. Colocando que só a metade é percolada, ou seja, 7,5 ml dia, acho que os seus cálculos estão muito errados. E quando falamos e percolação não quer dizer que a água vai para o lençol freático da qual foi retirada, muitas vezes ela se perde.

  8. Correntinensse permalink
    09/11/2015 16:52

    Levando_se em consideração que essa percolação se daria se houvesse vegetação no local, o Cerrado nativo, contando que se é plantio, com área calcária da e gessada, consequentemente impermeabilizada até determinada profundidade, essa água nunca alcançara o aquifero, será lixiviada como enxurrada, para os cursos dágua mais próximos, partilhando não só solo mas também agrotóxicos, concluindo meu caro, sua teoria é furada.

  9. 10/11/2015 9:50

    Como é fácil colocar a culpa nos outros, nos políticos, nos empresários sulistas…
    Basta uma olhadinha no Google Earth para observar que nos 10 km à montante da cidade de Correntina, as margens do Rio Correntina estão desmatadas ou ocupadas com pastagens degradas. De quem são mesmo essas áreas?
    Curioso é que nas áreas dos empresários sulistas, as veredas estão até bem preservadas.
    Esses empresários malvados NÃO colocam fogo na vereda nem criam gado na vereda que poluem nossos rios com fezes e urina.
    Já se passaram mais de 30 anos desde o início da ocupação do cerrado com a cultura da soja, e que surpresa, as terras continuam ou se tornaram ainda mais produtivas … alguém viu algum sinal de desertificação?
    De 1986 a 1991 também quase não choveu no oeste da Bahia e muitos agricultores quebraram, e esse fenômeno climático, que é cíclico está se repetindo. Lembra um pouco os 7 anos de vacas gordas e 7 anos de vacas magras da Bíblia.
    O empresário RURAL não é burro, ele precisa da terra e da chuva para continuar a produzir ALIMENTOS para uma população que cresce a cada dia.
    Pergunto então ao caro leitor, quantos filhos você tem? Se tiver mais de dois filhos já está contribuindo para o aumento da população e a destruição do planeta também. O ser humano começa a poluir a partir do momento que nasce quando troca a primeira fralda. afinal o que nós vestimos e comemos provém das lavouras (fralda e roupa de algodão, óleo de soja, cuzcuz de milho, carne de boi e muito mais). Se você comeu hoje lembre-se que alguém produziu seu alimento.
    Desde 1986 a produção na mesma área triplicou, que dizer, houve aumento de produção sem precisar desmatar. O produtor rural trabalha para ganhar seu dinheiro, não fica mamando nas tetas do governo ou vive às custas de auxílios governamentais como o bolsa família, bolsa peixe e afins.
    Muitos desses empresários sequer tem o ensino médio completo (alguns apenas o fundamental) moraram em barracas de lona, com cobras e escorpiões por todo lado para poder produzir, trabalharam duro, sacrificaram suas famílias,tiraram da boca de seus filhos para poder colocar óleo diesel no trator… Como explicar para esposa que gastou R$3.000,00 numa peça de trator e ela continua com um fogão de 20 anos e sem máquina de lavar?
    Os produtores não roubaram nada, eles compraram e pagaram pela terra de boa fé, a culpa é dos grileiros que venderam a terra. E os grileiros? Pois é, soube que muitos deles são filhos de Correntina e adjacências. Se você teve sua terra grilada procure a Justiça e apresente os documentos de posse da terra. Não tem documento? Então só lamento, a justiça não protege aqueles que dormem.
    Curioso que durante 480 anos (desde o descobrimento) os filhos de Correntina nunca produziram nada nos Chapadões do Gerais, aí vem um gaúcho e começa a trabalhar e ganhar dinheiro, compra caminhonete zero e avião. Ostentação? Nada disso, é necessidade mesmo porque o poder público não conserta as estradas nem pontes.
    Sim! Tem empresário migrando para o Piauí porque as terras ficaram muito caras, então ele vende uma área aqui na Bahia e compra o dobro de área no Piauí.
    Me parece que paira um pouco de recalque ou inveja, por parte DAQUELES QUE PROMOVEM ESSAS MANIFESTAÇÕES, que ao invés de trabalhar, se acomodam, ficam mamando nas tetas do governo, reclamando da vida, esperando que um dia o dinheiro caia no seu colo.

  10. De Olho permalink
    10/11/2015 11:35

    Sr. Caio, você já ouviu falar em produção sustentável? A questão não é deixar de produzir, e sim respeitar a legislação ambiental e ter um pouco de bom senso. No cerrado por exemplo, tem que ser preservado no mínimo 20%, mas a ganância é tão grande que aqui no Oeste da Bahia só nos resta 2% do cerrado, ou seja, não respeitam nada e só querem lucrar! Não respeitam as áreas de preservação ambiental como margens de rios, veredas, chapadões e etc. Com relação a produção de alimentos eu te pergunto se você come soja, algodão ou milho todos os dias? Quem produz alimento neste país são os agricultores familiares, que produzem o nosso feijão, o nosso arroz, as frutas e verduras que nós comemos todos os dias, estes sim sabem produzir com responsabilidade social e ambiental, mas não tem o seu respectivo valor reconhecido.

    • 10/11/2015 20:10

      Para que o órgão ambiental autorize qualquer desmatamento o proprietário do imóvel deve deixar 20% de Reserva + APPs (margem de rios e veredas, além de topo de serras). Certamente esses grandes empreendimentos possuem Reserva Legal. Nas audiências publicas isso é bem enfatizado.. Ah! é mesmo, esqueci! Em Correntina não deixam os empresários apresentarem o projeto para o público, por que senão todos saberiam que a área a ser preservada a título de Reserva Legal é bem maior que os 20 % exigidos pela legislação ambiental em vigor. Cairia assim a farsa do ecoterrorismo que alguns tentam implantar…
      O senhor já viu o mapa da Fazenda Barra Velha (Mizote)? Tá lá no site do INEMA o EIA-RIMA disponível ao público para download

      E, sim! Eu como soja, algodão e milho todo dia também!
      A soja é encontrada no mercado em diferentes formas, como grãos, farinhas, extratos (“leites”), proteína texturizada ou carne de soja, além de fazer parte dos ingredientes de uma série de alimentos industrializados: margarinas, sucos, maionese, massas, e biscoitos, além do óleo de soja, do farelo de soja que entra na ração dos bovinos e suínos, temos também óleo de algodão, visto roupas feitas de algodão e adoro cuzcuz de milho, canjica (munguzá), amido de milho (maizena), biscoito “Chips”, pipoca, precisa mais???
      O Feijão e o arroz também são cultivados tanto pelos pequenos quanto pelos grandes produtores… Muitos desses produtores venderam seu sítio no Sul para adquirir as terras na Bahia, ou sejam também eram pequenos produtores.

      No nosso oeste baiano vejo pequenos produtores em pequena área, casa de pau a pique, com gado magro sem pasto reclamando que não choveu. Mas também vejo ao lado dessa casa de pau a pique uma frondosa mangueira ou cajueiro carregados em plena seca… Oras, é melhor parar de criar gado e começar a plantar manga e caju que suporta melhor a seca. Mas dá muito trabalho cuidar e uma lavoura de manga e cajú né? Melhor continuar com gado magro e continuar reclamando da vida e colocando a culpa nos outros…

      Tem mais, nos países desenvolvidos como Alemanha, Japão, França, Inglaterra o pequeno produtor possui sistema de saúde de qualidade, casa confortável, energia elétrica, carro, acesso asfaltado das propriedades, telefone, internet, ar condicionado e outros confortos…
      Quem disse que o pequeno produtor deve ser pobre? É pobre por falta de estudo.
      Se tem algo errado não é culpa das grandes empresas. A culpa é nossa por que nós elegemos nosso representantes que criam as leis e administram o dinheiro dos nossos impostos…
      Como mudar isso? Educação, Educação, Educação.
      Pegue o filho de um pequeno produtor rural e faça dele um agrônomo, ou mesmo um técnico agrícola ou zootecnista e verá a diferença na produtividade.
      Em Correntina existe colégio agrícola? Faculdade? No Sul tem bastante.

  11. 12/11/2015 20:31

    Daisy Caires disse tudo o que eu desejava dizer/comentar. Parabéns e obrigado a ela. Subscrevo o seu comentário. Acrescento apenas que um engenheiro agrônomo não tem competência integral para garantir a reposição, em apenas um dia de chuva, de toda a água retirada do lençol freático pela SUDOTEX, pois o curso carece de disciplinas componentes do curso de biologia, imprescindíveis para a compreensão do fenômeno. Um biólogo com doutorado em hidrologia é o profissional capacitado para apontar a possibilidade ou não da reposição. Mas, há algo que é elementar e possível a quem teve uma educação básica de qualidade e que se mantenha minimamente informado sem subordinar sua capacidade de raciocínio as suas conveniências/vantagens econômicas pessoais – o que resta comprovado não ser o caso do Sr. Adelar Pizzato. O desmatamento, a movimentação intensiva de máquinas pesadas prejudicam a absorção da água das chuvas e a retirada de uma quantidade de água do lençol freático além da sua capacidade suporte prejudica a sua recarga e, assim, interrompe o ciclo hidrológico. O grande problema de nossas universidades é a sua péssima qualidade e sua subordinação aos interesses do mercado ao invés de priorizar a produção de autêntico conhecimento científico, apenas produzindo e titulando mercenários e charlatões.
    Referindo-me ainda simultaneamente ao comentário do Sr. Adelar Pizzato e do Sr. Caio, chamo a atenção dos leitores desse jornal para uma questão intrigante: se os técnicos, agricultores e engenheiros agrônomos sulistas são tão capacitados quanto ao manejo de solo e preservação ambiental, porque a agricultura de sua região acabou sendo inviabilizada pelos desastres ambientais causados por sua prática agrícola predatória, insustentável e irresponsável, levando anos e anos para se recuperar apenas parcialmente, como ficou comprovado pela história do Sr. Hirofumi Kage que acabou quebrando por tornar sua propriedade incapaz de produzir e, teve que, para recuperar a capacidade produtiva de sua propriedade, descobrir, introduzir e utilizar a mucuna preta para o controle da erosão, produção de massa verde e fixação do nitrogênio? A linguagem, os jargões e a nomenclatura técnica pode até impressionar aos que tiveram uma educação básica desprovida de mínima qualidade, mas não é capaz de convencer sequer aos que são medianamente informados.
    (Paulo Oisiovici)

  12. Henrique permalink
    18/01/2016 9:53

    E louvável a preocupação com o rios de Correntina e regiao mais quero alertalos que estão tirando conclusões precipitadas a respeito da sudotex e de seu dono!!!
    Ao contrário do que pensam ele não e esse homem ganancioso disposto a acabar com os rios e sim um homem preocupado com eles pois antes de fazer um projeto desse ele fez estudos precisos e corretos a respeito do projeto tanto nas questões ambientais e nas questões jurídicas ele está de acordo com tudo que a lei exige!
    E em vez de dar prejuízo ele está dando e renda para Correntina e ajudando o povo..,.
    Digo isso porque eu o conheci pessoalmente e ele não e o que pensam tanto e que todas as ações movidas contra ele não deram em nada porque ele não deve nada…

    E Deus vai dar vida e saúde para que ele continue ajudando o município de Correntina!!!!

  13. Michel P. de Almeida permalink
    10/11/2017 17:39

    Impressionante como o povo correntinense se manifesta à maneira velha e retrógrada sobre o que estão implantando. No lugar do diálogo, ou mesmo dos filhos da terra evitarem de evadir a cidade em direção a Goiás, não, faz um decreto de proibições desde projetos de agricultura, sem nenhum direto de diálogo (o que a responsabilidade social da iniciativa privada tem) até o embargo total da proibição de commodities.

    Extremamente vergonhoso também está em invadir propriedade privada como se fosse atitude normal de protesto a destruição.

    Uma estudante escrevendo lá de Goiás, em vez de trabalhar na terra dela, onde o Sul manda seus técnicos, descaracteriza a teoria de um estudangenheiro agrônomo com proposta de buscar o diagnóstico ambiental, culturas de pivô em detrimento ao sequeiro, e a recarga positiva do aquífero.

    Infelizmente, o povo deste município deveria era DIALOGAR. Deixar lá Goiás para trabalharem nas terras de vocês. Essas terras mesmo que aqui em Salvador ouve-se histórias de vendas por maços de cigarro.

    Vocês em vez de buscarem uma cultura do empreendedorismo da terra, e com equilíbrio, à moda do que os gaúchos fizeram – também não há nada sem debate e estudo -, não, vêm acusando sem trabalhar em algo exato para resolver um problema debate ciências da terra.

    No lugar de ficar em Brasília ou Goiânia trabalhando para serviços, ou estudar à parte a vocação da terra de vocês, procuram incriminar até os órgãos de regulação.

    É óbvio que tenha erros, mas há um equilíbrio para tudo isto. Se à esquerda fala-se tanto em SUSTENTABILIDADE, por que agem assim trazendo divisas ao município de vocês?

    Por que este protesto não foi contra à corrupção, no mesmo nível, onde a própria Câmara Municipal inocentou os cinco vereadores investigados pelo MP-BA?

    É o povo sendo massa de manobra, não procurando se profissionalizar (como um colega acima explicou – NO NORDESTE NÃO HÁ A CULTURA DE ESCOLAS BÁSICAS DE EXTENSAO RURAL) e procurando cavar o próprio poço, onde até os anos 1980 o Oeste não havia produtividade.

    Michel Pinto de Almeida
    Geógrafo CREA-RS 187203

    (71) 99241-2111

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