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A Hungria torna-se o inferno dos refugiados. Exército autorizado a atirar. Ódio e intolerância.

24/09/2015

hungriaA Hungria, uma das últimas escalas para o eldorado da Alemanha, depois de uma longa jornada.

O parlamento húngaro aprovou hoje uma nova legislação, reforçando os poderes da polícia e do Exército em relação aos migrantes. Em determinadas circunstâncias, o exército poderá disparar contra os refugiados.

Apresentada pelo primeiro-ministro, Viktor Orban, a nova legislação, que precisava de uma maioria de dois terços, foi aprovada por 151 votos contra 12 e contou com 27 abstenções.

O texto confirma a possibilidade de destacar militares para as fronteiras e autoriza em determinadas condições que o exército e a polícia disparem contra os migrantes, desde que os tiros não sejam mortais, como as balas de borracha.

O Exército é igualmente autorizado a fazer controle de identidade e a deter migrantes.

Policiais húngaros tentam separar uma família de migrantes. A face mais horrenda da estupidez humana.

Policiais húngaros tentam separar uma família de migrantes. A face mais horrenda da estupidez humana.

O dispositivo, que completa uma legislação antimigrantes, que entrou em vigor a 15 de setembro, permite que a polícia faça buscas em qualquer residência privada, onde suspeite que se encontrem refugiados.

As disposições aplicam-se nas zonas onde foi declarado o “estado de crise devido a uma imigração em massa”, uma medida estabelecida em seis departamentos limítrofes da Sérvia, Croácia, Eslovênia e Áustria.

Em discurso no parlamento antes da aprovação da lei, Orban considerou que a Europa foi inundada por migrantes, um perigo, segundo ele, para o continente e o seu modo de vida.

“As nossas fronteiras estão em risco. A Hungria e toda a Europa estão em perigo”, sublinhou Orban, a dois dias de uma reunião de autoridades europeias visando a encontrar uma solução comum para a crise migratória.

“Não podemos deixar entrar os que nos sobrecarregam”, afirmou.

Desde o início do ano passaram pela Hungria 225.000 migrantes.

Budapeste levantou uma cerca de arame farpado nos 175 quilômetros de sua fronteira com a Sérvia e começou a fazer o mesmo em segmentos das suas fronteiras com a Romênia e a Croácia.

Milhares de migrantes entraram no país durante o fim de semana, sobretudo a partir da Croácia, tendo sido conduzidos à fronteira austríaca pelas autoridades húngaras.

Um blog cujo número total de eleitores cabem numa velha kombi, no sertão da Bahia, deveria se isentar de reproduzir informações sobre a grande tragédia do êxodo? Acredito que toda a imprensa do mundo tem obrigação de denunciar o ódio, a xenofobia, a intolerância e os motivos que deflagraram o início dessa grande migração do Oriente Médio e norte da África.

Também no Brasil aquele capitão com formação de cabo do Exército, eleito deputado federal pelo lixo da direita mais abjeta, classificou os migrantes como “a escória do mundo”. Que o diabo receba logo em seus braços o deputado Bolsonaro e aqueles que o aplaudem!

 

2015_09_24

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